A Polícia Federal (PF) revelou que o senador Weverton Rocha (PDT-MA) utilizou um advogado para ocultar patrimônio desde 2023. A informação consta em relatório que embasou a operação deflagrada nesta terça-feira (4), que cumpriu mandados de busca e apreensão no Maranhão e em Brasília.
Esquema de ocultação
Segundo a PF, o parlamentar teria usado o advogado como laranja para adquirir bens e movimentar valores de forma dissimulada. O esquema incluía a criação de empresas de fachada e a utilização de contas bancárias em nome de terceiros.
A investigação aponta que as movimentações suspeitas ocorreram entre 2023 e 2025, período em que Weverton Rocha exercia mandato de senador. Os valores envolvidos podem chegar a R$ 12 milhões, conforme estimativas iniciais.
Defesa do senador
Em nota, a assessoria do senador negou as acusações e afirmou que todas as suas declarações de imposto de renda foram entregues à Receita Federal dentro do prazo e sem inconsistências. A defesa classificou a operação como "ato de perseguição política" e prometeu apresentar esclarecimentos à Justiça.
O advogado citado na investigação também negou envolvimento em qualquer irregularidade e disse que prestará todos os esclarecimentos necessários.
Impacto político
A operação ocorre em meio a um cenário político conturbado no Maranhão, onde Weverton Rocha é apontado como possível candidato ao governo do estado em 2026. Especialistas ouvidos pela reportagem avaliam que o caso pode abalar suas pretensões eleitorais, embora a presunção de inocência deva ser preservada.
O senador é aliado do presidente Lula e integra a base do governo no Congresso. A PF informou que as investigações continuam e que novas diligências podem ser realizadas.



