O presidente Luiz Inácio Lula da Silva causou polêmica ao comentar a convocação de Neymar para a Copa do Mundo de 2026. Durante um evento em Minas Gerais, Lula ironizou a situação do camisa 10, que está se recuperando de uma lesão. 'Neymar é o primeiro convocado home office', disse o presidente, arrancando risos da plateia.
A declaração ocorre em meio a dúvidas sobre a real condição física do atacante, que não atua desde outubro de 2024 devido a uma ruptura no ligamento do joelho. Apesar disso, o técnico da seleção brasileira o incluiu na lista para o torneio, que será realizado nos Estados Unidos, Canadá e México.
Copa do Mundo mexe com mercado financeiro
Enquanto a seleção se prepara para a estreia contra o Haiti, nesta sexta-feira (19), no Lincoln Financial Field, um estudo da Comdinheiro/Nelogica revela que a Copa também impacta a Bolsa de Valores. Nos dias de jogos do Brasil, o volume de negócios na B3 cai significativamente.
De acordo com a análise das três últimas Copas, a queda foi de 51% em 2014 (no Brasil), 22% em 2018 (Rússia) e 27% em 2022 (Catar). A comparação levou em conta o volume médio dos demais dias do torneio.
Gabriel Fenili, especialista sênior da Comdinheiro/Nelogica, explica: 'Mesmo em um mercado fortemente influenciado por fatores macroeconômicos e notícias globais, eventos de grande apelo popular afetam o comportamento dos investidores locais.'
Jogo desta sexta e impacto nos mercados
Nesta sexta-feira (19), o Brasil enfrenta o Haiti às 21h30. Até as 14h35, o volume negociado na B3 era de R$ 12,2 bilhões, também impactado pelo feriado de Juneteenth nos Estados Unidos, que manteve os mercados fechados por lá.
O levantamento mostra que gestores tendem a adiar operações, traders diminuem o ritmo e investidores pessoa física acompanham menos as negociações em dias de jogos do Brasil.



