Moraes determina prazo para defesa de Bolsonaro esclarecer apreensão de pistola
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro se manifeste em até 24 horas sobre a apreensão de uma pistola que teria sido atribuída a ele. A arma foi encontrada durante uma blitz no Distrito Federal, na última semana, e estava em posse de um sargento do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
De acordo com informações divulgadas, a pistola teria sido retirada para reparo, mas não apresentava a documentação necessária no momento da abordagem. O veículo onde a arma estava também estaria relacionado à segurança do ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar.
Moraes quer esclarecimentos sobre a condução dos veículos envolvidos e as circunstâncias da retirada da arma. A decisão foi tomada após a Polícia Rodoviária Federal informar a apreensão ao STF. O ministro também questiona se houve violação das condições da prisão domiciliar de Bolsonaro.
A defesa de Bolsonaro ainda não se pronunciou oficialmente. O prazo de 24 horas corre a partir da notificação. O caso pode gerar novos desdobramentos na investigação sobre a segurança do ex-presidente.
Entenda o caso
A blitz ocorreu em uma via do Distrito Federal, onde um veículo vinculado ao GSI foi parado. Durante a revista, os agentes encontraram a pistola, que estava sem o registro adequado. O sargento que portava a arma afirmou que ela pertencia a Bolsonaro e estava sendo levada para reparo.
A apreensão foi comunicada ao STF, que já monitora as condições da prisão domiciliar de Bolsonaro. Moraes entende que o episódio pode indicar descumprimento das medidas cautelares impostas ao ex-presidente.



