O partido Missão oficializou neste sábado (1º) a candidatura de Renan Santos à Presidência da República. Em discurso durante a convenção, o empresário e um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL) criticou duramente o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), também pré-candidatos, e defendeu uma política de segurança baseada na frase 'matar quem roubar'.
Discurso de Renan Santos: ataques e promessas
Renan Santos rejeitou o rótulo de 'antipetista' e afirmou que seu grupo não se define pela negação do PT. 'Nós não somos como outros ratos que se vestem de verde e amarelo, se apropriando dos símbolos nacionais só para dizerem: veja só, eu sou o oposto do Lula. Quando você se define pelo seu inimigo, você nunca o supera', declarou.
O candidato também fez duras críticas a Flávio Bolsonaro, chamando-o de 'farsante, fraco e corrompido'. Segundo ele, o senador 'não tem chance de vencer Lula no segundo turno' e foi 'colocado na eleição pelo Lula'. Renan Santos ainda ironizou a falta de propostas dos adversários: 'Eles fogem dos debates porque a comparação acaba com eles'.
Metas de governo e promessas de campanha
Renan Santos apresentou metas ambiciosas para um eventual governo. Entre elas, reduzir o número de homicídios para menos de 10 mil por ano, 'hoje passa de 30 mil'. Também prometeu transformar 6 mil favelas em bairros e tirar 8 milhões de pessoas das favelas. 'Nós vamos varrer o crime organizado das favelas e levar emprego e dignidade para as pessoas', afirmou.
Na economia, o candidato defendeu juros abaixo de 6% e superávit nominal, além de investimentos em infraestrutura e industrialização. Ele também criticou o programa Bolsa Família e prometeu que nenhum estado terá mais beneficiários do que trabalhadores formais ao final de seu governo.
Críticas a Lula e ao bolsonarismo
Renan Santos atacou o governo Lula, chamando-o de 'sonho maldito' e 'pesadelo'. 'O Lula eternamente tá falando: eu sonho em que as pessoas vão comer um café da manhã e um jantar. Ele tá há 30 anos falando nisso', ironizou. O candidato também criticou a política de assistencialismo, como o vale-gás, dizendo que 'penhora o futuro' dos brasileiros.
Ele também se colocou como alternativa ao bolsonarismo, afirmando que o movimento 'não tem independência' e é 'instrumento comercial do senhor Valdemar da Costa Neto'. Renan Santos disse que seu partido é 'a última linha de defesa do Brasil produtivo contra a vitória do pesadelo e da noite petista'.
Campanha e apoio de empresários
O candidato afirmou que já ultrapassou 10% das intenções de voto em três trackings nacionais e que vem recebendo apoio de grandes empresários do agronegócio. 'Os maiores empresários do Brasil já entenderam que o processo tem que passar por aqui', disse. Ele convocou líderes políticos e empresariais a 'se exporem' e defenderem publicamente sua candidatura.
Renan Santos encerrou o discurso com um tom de guerra: 'Vamos pra guerra juntos até o fim'. Ele também fez ameaças a organizações criminosas, como PCC e Comando Vermelho, dizendo que 'não sobrará um' se ele for eleito.



