Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do governo federal entraram em campo para que o ministro Edson Fachin adote uma postura mais dura em relação ao pedido de informações feito pela Itália sobre a ex-deputada federal Carla Zambelli. A pressão ocorre após o governo italiano solicitar esclarecimentos sobre o processo criminal contra a parlamentar, que pode resultar em um pedido de extradição.
Bastidores da pressão
Segundo apuração da coluna, integrantes do STF e do Palácio do Planalto têm conversado nos bastidores para que Fachin, relator do caso, responda de forma enfática à Itália, deixando claro que Zambelli já está sendo investigada e processada no Brasil. A ideia é evitar que o caso ganhe contornos diplomáticos negativos e que a ex-deputada seja alvo de extradição por crimes políticos.
O que está em jogo
Carla Zambelli é investigada por supostos atos antidemocráticos e ameaças contra opositores. A Itália, onde Zambelli tem cidadania, pediu informações sobre o andamento das investigações. Para os ministros que pressionam Fachin, é fundamental que o Brasil demonstre que o sistema de Justiça está funcionando e que não há necessidade de interferência externa.
A expectativa é que Fachin responda nos próximos dias, com um tom firme, mas sem romper o diálogo com as autoridades italianas. O caso é acompanhado de perto por setores do governo, que temem que uma eventual extradição possa gerar instabilidade política.



