O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sugeriu, em tom de ironia, que um robô poderia ser usado para selecionar os jogadores convocados por Carlo Ancelotti, técnico italiano cotado para comandar a seleção brasileira. A declaração ocorreu durante evento em Brasília, nesta terça-feira (13), quando Lula também criticou duramente as ausências de atletas no voo de volta ao Brasil após partidas da seleção.
Críticas às ausências
Lula afirmou que é uma “vergonha” ver jogadores que não se apresentam para o voo de retorno ao país, deixando a delegação incompleta. “Tem jogador que não vem no voo, fica por lá, e a gente fica sabendo depois. Isso é uma falta de respeito com o torcedor brasileiro”, disse o presidente. Ele não citou nomes, mas a declaração ecoa críticas recorrentes sobre a logística da seleção.
Sugestão de robô
Em relação a Ancelotti, Lula brincou que, se o técnico não conseguir montar o time ideal, “a gente coloca um robô no lugar”. A declaração foi recebida com risos no evento, mas reflete a expectativa em torno do possível acerto do italiano com a CBF. Ancelotti é um dos nomes mais cotados para substituir Tite, que deixou o cargo após a Copa do Mundo de 2022.
Contexto político
As declarações de Lula ocorrem em meio a negociações para a contratação de Ancelotti, que atualmente comanda o Real Madrid. A CBF tenta convencer o técnico a assumir a seleção a partir de 2024, mas o italiano tem contrato com o clube espanhol até junho de 2024. A sugestão do robô, embora irônica, sinaliza a impaciência do governo com as indefinições.
Lula também defendeu que a seleção precisa de “profissionalismo e compromisso” e criticou a postura de alguns jogadores que priorizam interesses pessoais. “O povo brasileiro ama a seleção, mas não pode ser tratado com desdém”, completou.



