O presidente da Fifa, Gianni Infantino, desistiu do plano de criar uma empresa com capital privado para gerenciar comercialmente a Copa do Mundo e outras competições da entidade. A decisão, porém, não foi suficiente para apaziguar a crise com a Uefa, que agora intensifica a pressão pela saída do dirigente do comando do futebol mundial.
Pressão europeia pela saída de Infantino
Aleksander Ceferin, presidente da Uefa, busca apoio da Associação de Clubes Europeus (ECA) para um possível boicote à Copa do Mundo de Clubes. O primeiro passo seria uma reunião com Nasser Al-Khelaifi, presidente do Paris Saint-Germain e da ECA, marcada para 12 de agosto, em Salzburg, na Áustria, quando o PSG enfrenta o Aston Villa pela Supercopa da Uefa, conforme o site inglês "talkSport".
Pelo menos cinco federações nacionais ligadas à Uefa — País de Gales, Escócia, Finlândia, Suíça e Sérvia — já retiraram oficialmente o apoio à continuidade de Infantino. A Federação Inglesa deve seguir o mesmo caminho, segundo a imprensa britânica.
Possível renúncia forçada
Segundo o jornal espanhol "Mundo Deportivo", a Uefa pode forçar uma renúncia prematura de Infantino por meio de uma reunião de emergência do Conselho da Fifa, que pode ser convocada com a solicitação de 19 dos 37 membros. A Uefa, principal opositora, tem nove cadeiras no Conselho. Concacaf e Confederação Asiática de Futebol (CAF), com cinco e sete assentos, respectivamente, também se opuseram ao plano de venda de ações. Juntas, as três confederações somam 21 assentos, número suficiente para convocar a reunião.
Contexto da crise
Infantino, eleito em 2016 e reeleito por aclamação em 2019 e 2023, buscava um quarto mandato, mas o projeto revelado pela imprensa inglesa de criar uma empresa para operar comercialmente as competições da Fifa gerou forte reação. A Uefa ameaçou boicotar competições, incluindo a Copa do Mundo, e mesmo com a desistência do plano, a pressão pela saída de Infantino continua, possivelmente antes da eleição de março de 2027.



