O senador Eduardo Girão criticou duramente o apoio do Partido Liberal (PL) à pré-candidatura de Ciro Gomes ao governo do Ceará. Em entrevista, Girão afirmou que a aliança representa uma 'incoerência muito grande' com os princípios da 'verdadeira direita'. A declaração ocorre em meio a uma crise interna no partido, que também envolve a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Articulação questionada
A aliança entre o PL e Ciro Gomes, que é pré-candidato ao governo cearense pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT), gerou forte reação de setores conservadores. Eduardo Girão, que é pré-candidato ao governo pelo Novo, afirmou que a 'verdadeira direita' não pode compactuar com essa união. 'É uma incoerência muito grande apoiar alguém que sempre esteve do outro lado', disparou o senador.
Reação de Michelle Bolsonaro
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também se manifestou contra o acordo, apoiando a posição de Girão. A articulação gerou tensão entre Michelle e o senador Flávio Bolsonaro, que defendeu o movimento. O atrito levou o PL a suspender temporariamente a aliança, após críticas e pedidos de desculpas entre membros da família Bolsonaro.
A situação expõe as divisões internas no PL e no campo conservador brasileiro, especialmente no Ceará, onde a disputa pelo governo promete ser acirrada. Girão reforçou que sua candidatura representa uma alternativa de direita 'sem concessões' e que não abrirá mão de seus princípios.



