A viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos, iniciada nesta semana, é vista por aliados como uma oportunidade crucial para alinhar o discurso do presidenciável com o do irmão, Eduardo Bolsonaro, e sua equipe de influenciadores. A medida ocorre em meio a uma crise com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que gerou desgaste significativo entre o eleitorado feminino.
Crise com Michelle amplia desgaste
Nos últimos dias, postagens de Eduardo Bolsonaro e de influenciadores próximos a ele intensificaram a tensão com Michelle. Declarações polêmicas do empresário Paulo Figueiredo, aliado de Eduardo, foram apontadas como um dos principais fatores que ampliaram o desgaste. Segundo interlocutores de Flávio, a crise afastou potenciais eleitoras, um público que o presidenciável busca reconquistar.
Alinhamento estratégico nos EUA
Aliados aconselham Flávio a usar a viagem para fortalecer a comunicação e dissociar-se de falas prejudiciais. "É essencial que Flávio mostre um discurso moderado e focado em propostas para as mulheres", afirmou um interlocutor próximo. A expectativa é que encontros com Eduardo e sua rede de apoiadores nos EUA ajudem a calibrar o tom da campanha.
Impacto no eleitorado feminino
Pesquisas internas indicam que a rejeição a Flávio entre mulheres cresceu após as polêmicas. A estratégia agora é reforçar pautas como segurança e educação, além de evitar associações com declarações consideradas misóginas. "Precisamos reverter essa imagem", disse outro aliado. A viagem também serve para Flávio se distanciar de figuras radicais e apresentar uma postura mais conciliadora.



