O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) recusou a escolta policial oferecida pela Polícia Federal (PF) ao desembarcar no Aeroporto de Brasília, na manhã desta quarta-feira (15), após uma viagem de 10 dias aos Estados Unidos. A informação foi confirmada por fontes da PF e da assessoria do parlamentar.
Recusa de segurança oficial
De acordo com a PF, o protocolo de segurança para autoridades prevê escolta policial em deslocamentos oficiais, mas Flávio optou por dispensar o serviço. A assessoria do senador afirmou que ele considerou desnecessária a presença de agentes, pois estava acompanhado de seguranças particulares. A recusa ocorre em meio a investigações da PF sobre supostas irregularidades na gestão de Flávio quando era deputado estadual no Rio de Janeiro.
Viagem aos EUA e encontro com Trump
Flávio esteve nos EUA para uma série de compromissos políticos, incluindo um encontro com o ex-presidente Donald Trump, em busca de apoio político para sua família. A viagem gerou polêmica por ter sido custeada com recursos públicos, segundo relatos da imprensa. O senador negou irregularidades e afirmou que as despesas foram pagas com recursos próprios.
"Não há nada de errado em buscar apoio internacional para o Brasil. A segurança foi garantida por minha equipe particular, sem custos para o erário", declarou Flávio em nota.
Impacto político
A recusa da escolta da PF ocorre em um momento de tensão entre o governo federal e a família Bolsonaro. Especialistas apontam que a decisão pode ser interpretada como um gesto de desconfiança em relação às instituições. O senador, no entanto, afirmou que a medida foi apenas uma questão de logística e economia de recursos públicos.



