Sombra do El Niño sobre processo eleitoral brasileiro
El Niño pode impactar eleições brasileiras

A sombra do El Niño paira sobre o processo eleitoral brasileiro de 2026. O fenômeno climático, que deve se estender até o fim do ano, pode causar chuvas intensas no Sul e seca no Norte e Nordeste, afetando a logística de votação. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já monitora o cenário para garantir a realização do pleito.

Impactos logísticos e regionais

Segundo meteorologistas, o El Niño de 2026 deve ser um dos mais fortes dos últimos anos. No Sul, enchentes podem dificultar o transporte de urnas e a abertura de seções eleitorais. No Norte e Nordeste, a seca pode prejudicar o acesso a comunidades ribeirinhas e rurais. O TSE estima que cerca de 5 mil seções eleitorais podem ser afetadas em todo o país.

O presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, afirmou que a corte está preparada para adaptar o plano logístico: 'Estamos em contato com a Defesa Civil e os órgãos estaduais para garantir que nenhum eleitor seja impedido de votar por causas climáticas.'

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Medidas de contingência

Entre as medidas previstas estão a antecipação da instalação de urnas em áreas de risco, o uso de veículos adaptados e a possibilidade de transferência temporária de locais de votação. O TSE também estuda ampliar o horário de funcionamento das seções em regiões com previsão de tempestades.

Especialistas alertam que o fenômeno pode influenciar o comparecimento às urnas. Em 2022, a abstenção foi de 20,9% no primeiro turno; com o El Niño, o índice pode subir para 25% em áreas mais atingidas, segundo projeções do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Contexto climático e político

O El Niño é um fenômeno natural de aquecimento das águas do Pacífico, que altera os padrões de chuva e temperatura. No Brasil, seus efeitos são sentidos principalmente entre junho e dezembro. Em 2026, o pico deve ocorrer entre setembro e outubro, coincidindo com o período eleitoral.

O TSE já realizou simulações com base em cenários climáticos extremos. 'Estamos preparados para o pior, mas esperamos que o clima colabore com a democracia', disse o diretor-geral do TSE, Rogério Galloro. A corte também recomenda que eleitores fiquem atentos aos canais oficiais para informações sobre possíveis alterações nos locais de votação.

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