Decisão dos EUA sobre PCC e CV expõe perda de soberania brasileira
Decisão dos EUA sobre PCC e CV expõe perda de soberania

A recente decisão dos Estados Unidos de classificar organizações criminosas transnacionais, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), como grupos terroristas provocou grande controvérsia no Brasil. Muitos interpretaram a medida como uma ameaça à soberania nacional, mas essa visão é distorcida.

Reação exagerada do governo Lula

As declarações inflamadas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aumentaram a confusão. Em vez de agir como um estadista em defesa dos interesses nacionais, Lula adotou um discurso demagógico, focado no processo eleitoral. A palavra "soberania" foi repetida à exaustão, como se o país estivesse à beira de uma invasão militar americana. Isso é um completo disparate.

O que realmente significa a decisão dos EUA

Os Estados Unidos não fizeram nenhuma ameaça ao Brasil. A medida segue a legislação americana e visa punir financeiramente empresas, entidades e até órgãos governamentais que negociem com o crime organizado. A classificação como "terrorista" permite que os EUA realizem operações militares em águas internacionais e exerçam forte pressão, por meio do Departamento do Tesouro, sobre países coniventes com essas organizações.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Dado que PCC e CV alcançaram dimensão internacional, seu combate exige uma potência capaz de tais ações ou uma agência internacional eficaz. No entanto, a ONU e órgãos similares têm sido complacentes, senão cúmplices, com o terrorismo islâmico, tornando impossível esperar algo deles. Os EUA assumiram essa missão diante da inércia generalizada.

O discurso ideológico de Lula

A defesa da soberania feita por Lula é fortemente enviesada ideologicamente. Ele cita como exemplo o ataque relâmpago à Venezuela, que terminou com a prisão do ditador Nicolás Maduro, sem invasão ou ocupação. Maduro e seu antecessor, Hugo Chávez, foram parceiros do tráfico de drogas e repressores cruéis de seu próprio povo, com assassinatos e torturas sob seu domínio, além da destruição das instituições democráticas. As eleições venezuelanas são uma farsa, embora Lula já tenha considerado aquele regime mais democrático que o brasileiro. Ele foi omisso e cúmplice dessa forma de terror contra os venezuelanos. A soberania dos povos, lema caro à esquerda, foi pisoteada pelo "socialismo do século 21", tão apreciado pelos esquerdistas.

A perda real de soberania no Brasil

O Brasil já perdeu parte de sua soberania para as organizações criminosas. Existem territórios nacionais que funcionam à margem do Estado, sem qualquer domínio governamental. O narcotráfico ocupa e domina as favelas brasileiras, sendo o Rio de Janeiro o exemplo mais eloquente. As instituições estatais nem mantêm mais as aparências, reconhecendo uma força paramilitar que supera a capacidade das polícias estaduais, algumas já infiltradas por essas organizações. Os rios da Amazônia são controlados por narcotraficantes para o transporte internacional de drogas, e o Estado não cumpre suas funções básicas. Cria-se uma progressiva perda de soberania nacional. Cabe perguntar: o que fizeram os governos petistas em 20 anos de poder?

A necessidade de ação militar

É evidente que a retomada desses territórios não pode ser feita pelas polícias estaduais ou pela Polícia Federal, por falta de efetivos, meios e armamentos. Além disso, há clara infiltração do crime organizado em algumas corporações, que exercem forte influência em tribunais e legislativos. O Estado brasileiro está em franco enfraquecimento. A questão a ser enfrentada, goste-se ou não, é o enfrentamento militar. Apenas as Forças Armadas têm preparo e armamento adequados para esse combate. Trata-se de uma verdadeira guerra. Somente após sua conclusão, as polícias, devidamente preparadas e depuradas, poderão retomar o controle dos territórios, com o Estado também presente nas áreas de saúde, educação e saneamento.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar

Declarações infelizes de Lula

Beira a comédia de péssimo gosto o presidente Lula, em seus arroubos verborrágicos, considerar os criminosos como "nossos", em contraposição ao presidente Donald Trump. "Nossos criminosos": só se forem "dele"! Ato falho ou não, esse discurso expõe não apenas uma "tolerância excessiva", mas uma verdadeira "condescendência" com aqueles que desrespeitam a soberania nacional. Mostra também falta de respeito com as populações das favelas e ribeirinhos amazônicos que vivem sob o jugo de organizações criminosas, as quais compartilham vários aspectos com grupos terroristas, embora não tenham ideologia própria.