O risco da barbárie no debate público
Em democracias, a conversa pública tem rito e propósito. No entanto, segundo o colunista Pedro Doria, estamos permitindo que a barbárie substitua o debate. O foco em derrotar o oponente, em vez de persuadi-lo, tem levado a ataques pessoais e à chamada 'lacração', fenômeno que não se restringe aos Estados Unidos, mas é global.
Exemplos de extremismo nas redes sociais
Redes sociais tornaram-se palco de extremismo, onde a troca de argumentos dá lugar a agressões. Doria destaca que, para preservar a democracia, é essencial tolerar opiniões divergentes e promover debates baseados em argumentos, não em batalhas. A ausência desse respeito corrói as bases do diálogo civilizado.
Consequências para a democracia
Quando a barbárie vence, a democracia perde. O colunista alerta que, sem a capacidade de ouvir e responder com razão, a sociedade se fragmenta. A solução, defende, está em resgatar o propósito do debate público: a busca coletiva pela verdade, e não a aniquilação do adversário.



