Levantamento do instituto Ideia, divulgado nesta quarta-feira, 5, indica que 48,5% dos brasileiros aprovam o trabalho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto 49% desaprovam sua condução do governo. Os números, dentro da margem de erro de 2,5 pontos percentuais, mostram uma oscilação positiva de dois pontos na aprovação em relação à pesquisa de julho, enquanto a desaprovação variou 0,5 ponto no mesmo sentido.
Aprovação em alta entre nordestinos e classes D/E
O apoio ao presidente é mais forte em segmentos específicos do eleitorado. Entre os moradores do Nordeste, a aprovação chega a 63,2%; entre católicos, 57,9%; entre brasileiros das classes D/E, 57,5%; e entre mulheres, 55,5%. Por outro lado, a desaprovação é mais elevada no Sul (66,8%), entre eleitores de 25 a 34 anos (61%) e entre homens (55,4%).
Avaliação do governo: positivo e negativo quase empatados
A pesquisa também mediu a avaliação geral do governo. Para 37% dos entrevistados, a gestão é ruim ou péssima, ante 41% no levantamento anterior. Já 36,6% consideram o governo ótimo ou bom, contra 32,5% em julho. Os índices de avaliação positiva e negativa nunca estiveram tão próximos neste ano. Outros 24% classificam a gestão como regular, praticamente estável em relação aos 24,5% anteriores, e 2,4% não souberam responder.
Reeleição: 48% dizem que Lula merece quarto mandato
Quando questionados se Lula merece ser reeleito para um quarto mandato, 48% responderam que sim e 50,4% que não. Apenas 1,6% não souberam opinar.
Metodologia e contexto
O instituto entrevistou por telefone 1.500 eleitores com 16 anos ou mais, entre 31 de julho e 3 de agosto. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04579/2026.
“A avaliação do presidente Lula está tendo melhoras marginais, e isso também está se transformando em uma melhora marginal na intenção de voto – o presidente oscilou 3,5 pontos percentuais para cima nesta pesquisa em comparação com a anterior. Ele está fazendo o clássico caminho do incumbente: uma trajetória de recuperação da aprovação do governo no ano da eleição, ainda que vagarosa. É claro que ele parte de um patamar mais difícil do que os seus pares quando foram à reeleição. A presidente Dilma, por exemplo, que teve uma eleição muito difícil em 2014, a essa altura já estava melhor do que Lula. Bolsonaro também não estava bem, mas acabou não se reelegendo”, analisa Cila Schulman, CEO do Ideia.



