Ação nos EUA pode reverter tarifas de Trump sobre o Brasil
Ação nos EUA pode reverter tarifas de Trump

Uma disputa judicial nos Estados Unidos contra as tarifas impostas pelo governo de Donald Trump pode ser o caminho para reverter a punição ao Brasil, avalia o ex-embaixador Rubens Barbosa. A ação, movida por 25 estados americanos, contesta a nova taxação aplicada a 60 países, incluindo o Brasil.

Contexto da disputa judicial

Os 25 estados americanos entraram com uma ação na justiça federal contestando a legalidade das tarifas impostas pelo presidente Trump. A medida afeta diretamente as exportações brasileiras, que enfrentam sobretaxas de até 25% em diversos produtos.

Rubens Barbosa, que foi embaixador do Brasil em Washington entre 1999 e 2004, acredita que a ação pode ser uma via eficaz para reverter a decisão. "É uma disputa que pode levar a uma decisão judicial que obrigue o governo americano a recuar", afirmou o ex-diplomata em entrevista ao blog.

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Impacto para o Brasil

As tarifas atingem setores como siderurgia, alumínio, café e suco de laranja, que são importantes para a pauta exportadora brasileira. Segundo dados do Ministério da Economia, as exportações brasileiras para os EUA somaram US$ 30 bilhões em 2024, e uma redução nas tarifas poderia evitar perdas significativas.

O ex-embaixador ressalta que a ação dos estados americanos é um fenômeno inédito, pois normalmente questões comerciais são resolvidas no âmbito do governo federal. "É uma demonstração de que há resistência interna nos EUA às políticas protecionistas de Trump", completou.

Próximos passos

A ação ainda está em fase inicial, mas especialistas acreditam que pode levar meses ou até anos para uma decisão final. Enquanto isso, o Brasil busca alternativas diplomáticas, como negociações diretas com o governo americano e a possibilidade de acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC).

Para Barbosa, a estratégia brasileira deve ser múltipla: "Precisamos ao mesmo tempo negociar, usar os mecanismos da OMC e acompanhar de perto a disputa judicial nos EUA". O ex-embaixador acredita que a pressão interna americana pode ser um fator decisivo para mudar a posição de Trump.

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