Aliada de Silveira na Petrobras pede que governo Lula reconsidere convocação para PF
Aliada de Silveira pede reconsideração de convocação da PF

Uma aliada do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, na Petrobras pediu ao governo Lula que reconsidere a decisão do Ministério da Justiça de convocar de volta delegados da Polícia Federal que estavam cedidos a outros órgãos. O pedido foi feito em meio ao impasse que se arrasta desde junho, quando a pasta comandada por Ricardo Lewandowski determinou o retorno imediato dos policiais.

Pedido de reconsideração

De acordo com fontes ouvidas pela coluna, a aliada de Silveira argumentou que a convocação prejudica a segurança e a operação da Petrobras, que depende dos delegados para atividades de inteligência e combate a irregularidades. O governo Lula, por sua vez, busca equilibrar a necessidade de reforçar a PF com as demandas da estatal. O impasse não tem prazo para solução.

Contexto do impasse

Em junho, o Ministério da Justiça ordenou que todos os delegados da PF cedidos a outros órgãos retornassem às suas funções originais, como parte de um esforço para fortalecer a corporação. No entanto, a Petrobras, que conta com esses profissionais em áreas estratégicas, resiste à medida. A aliada de Silveira, que ocupa um cargo de diretoria na estatal, tem sido a principal interlocutora para tentar reverter a decisão.

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A situação reflete as tensões entre o governo e a Petrobras, especialmente após a indicação de Silveira para o ministério. A estatal vive um momento de trocas internas e pressão política. O pedido de reconsideração foi formalizado nos últimos dias, mas ainda não obteve resposta oficial.

Impactos e desdobramentos

Especialistas apontam que a saída dos delegados pode afetar a capacidade da Petrobras de monitorar operações e prevenir fraudes. A demora na solução do impasse já gerou críticas internas e pode influenciar a relação entre a empresa e o governo. Enquanto isso, a PF aguarda o cumprimento da ordem, que afeta dezenas de profissionais.

O caso expõe as dificuldades do governo Lula em conciliar interesses de diferentes setores. A aliada de Silveira, que prefere não ser identificada, continua em negociação com o Ministério da Justiça, mas sem previsão de acordo.

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