A guerra na Ucrânia já causou mais de 2 milhões de baixas militares entre mortos e feridos desde o início da invasão russa em 2022, de acordo com um estudo divulgado pelo Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS). Desse total, a Rússia concentra aproximadamente 1,4 milhão de baixas, enquanto a Ucrânia, apesar de contar com menos tropas, também sofre perdas significativas.
Rússia perde mais território do que conquista
O levantamento aponta que, nos meses de abril e maio deste ano, a Rússia perdeu mais território do que conseguiu conquistar. Esse dado contrasta com a narrativa do Kremlin de avanços constantes no front. A análise do CSIS indica que, embora a Rússia mantenha pressão ofensiva, as forças ucranianas têm conseguido contra-atacar em setores estratégicos, resultando em ganhos territoriais limitados, mas consistentes.
Baixas russas em números
As 1,4 milhão de baixas russas incluem soldados mortos em combate, feridos graves e desaparecidos. O número representa uma parcela substancial do efetivo militar russo mobilizado para a guerra, que inclui tropas regulares, mercenários do Grupo Wagner e combatentes de unidades separatistas. Especialistas do CSIS destacam que as perdas russas têm impacto direto na capacidade de reposição de tropas e na moral das unidades.
Ucrânia também sofre, mas com menor escala
Embora o estudo não detalhe o número exato de baixas ucranianas, estima-se que o país tenha perdido entre 600 mil e 700 mil militares, entre mortos e feridos. A Ucrânia, que possui uma população menor e um exército numericamente inferior, enfrenta desafios para manter a linha de frente, mas tem contado com apoio ocidental em armamentos e treinamento. O presidente Volodymyr Zelensky já afirmou que “cada baixa é uma tragédia, mas estamos determinados a defender nossa soberania”.
Conflito se expande para território russo
Nos últimos meses, a guerra ultrapassou as fronteiras da Ucrânia. Ataques de drones ucranianos atingiram alvos na Rússia, incluindo bases militares e infraestrutura energética. Em fevereiro de 2025, um ataque de drone matou o soldado ucraniano Vasyl Ratushnyi, cujo funeral reuniu familiares e amigos na Praça Maidan, em Kiev. O incidente ilustra como o conflito se intensificou, com ambos os lados utilizando drones para ataques de longo alcance.
Dificuldades crescentes para a Rússia
A Rússia enfrenta desafios logísticos e de recrutamento. As sanções internacionais limitam o acesso a tecnologia militar, e a economia russa mostra sinais de desgaste. O estudo do CSIS ressalta que, se as perdas continuarem no ritmo atual, a Rússia pode ter dificuldades para sustentar a ofensiva a longo prazo. “A Rússia está em uma crise silenciosa, com baixas que superam qualquer conflito desde a Segunda Guerra Mundial”, afirma o analista sênior do CSIS, Seth G. Jones.
Impacto humanitário e perspectivas
Além das baixas militares, a guerra já provocou milhões de deslocados internos e refugiados. A infraestrutura civil ucraniana foi severamente danificada, com hospitais, escolas e redes de energia sendo alvos frequentes. A comunidade internacional continua a pressionar por negociações de paz, mas as posições divergentes entre Kiev e Moscou dificultam um cessar-fogo. Enquanto isso, o conflito segue ceifando vidas e ampliando o sofrimento humano.



