Trump anuncia retomada de bloqueio naval ao Irã
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a retomada do bloqueio naval ao Irã, com a imposição de uma taxa de 20% sobre todas as cargas que transitarem pelo Estreito de Ormuz. A medida, que substitui o regime anterior de sanções, foi justificada como resposta às ameaças iranianas à navegação na região. O anúncio provocou forte alta do petróleo e queda nas Bolsas globais, com o Ibovespa intensificando perdas e o Bitcoin recuando diante do temor renovado de inflação.
Irã rejeita controle dos EUA e ameaça retaliação militar
O governo iraniano rejeitou imediatamente a decisão de Trump, classificando-a como uma violação do direito internacional. Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que não aceitará o controle dos Estados Unidos sobre o Estreito de Ormuz e ameaçou retaliação militar caso a medida seja implementada. A tensão elevou o prêmio de risco geopolítico nos mercados financeiros.
Petróleo dispara e Bolsas caem
O petróleo Brent saltou mais de 5% na sessão, ultrapassando US$ 90 o barril, enquanto o WTI também registrou ganhos expressivos. O movimento reflete o temor de interrupção no fornecimento global, já que cerca de 20% do petróleo mundial passa por Ormuz. O Nasdaq e o S&P 500 perderam força, pressionados por balanços corporativos e pela perspectiva de juros mais altos. O Ibovespa ampliou as perdas, com destaque para ações de petroleiras e empresas expostas ao câmbio.
Bitcoin cai com alta do petróleo e temor de inflação
O Bitcoin recuou mais de 3%, acompanhando o movimento de aversão ao risco. A alta do petróleo renovou o temor de inflação persistente, o que pode levar os bancos centrais a manterem juros elevados por mais tempo. Criptomoedas são particularmente sensíveis a esse cenário, pois competem com ativos de renda fixa e são vistas como investimentos de maior risco.
Goldman vê fim gradual da dependência de Ormuz
Em relatório, o Goldman Sachs avaliou que a expansão de oleodutos na região pode reduzir gradualmente a dependência global do Estreito de Ormuz. No entanto, o banco reconhece que, no curto prazo, a rota marítima continua crítica para o fluxo de petróleo, e qualquer interrupção pode causar choques de oferta.
Impacto nos mercados emergentes e no Brasil
O Bradesco BBI apontou que a temporada de balanços do 2º trimestre pode reforçar a aposta na Bolsa brasileira, considerada barata em relação a pares emergentes. No entanto, a alta do petróleo e a valorização do dólar (previsto a R$ 5,00 pela XP) pressionam a inflação e podem limitar cortes de juros. A Suzano (SUZB3) foi citada pelo JPMorgan como preferência em meio a riscos climáticos do El Niño.
Recomendações para ajustar o portfólio
Diante do cenário de incerteza, analistas recomendam ajustar o portfólio para o 2º semestre, com foco em renda fixa atrelada à inflação e exposição seletiva a ações de empresas com margens resilientes. Bancos elevaram apostas em Vibra e Ultrapar, que apresentaram margens acima do esperado. A XP mantém otimismo com o PIB, mas alerta para riscos externos.



