Líderes da Otan se reuniram nesta quinta-feira (7) para discutir o aumento dos investimentos em defesa por causa da guerra na Ucrânia. O encontro, no entanto, voltou a expor as divergências entre Donald Trump e os aliados europeus.
Corrida armamentista em marcha
A maior corrida armamentista da Otan desde o fim da Guerra Fria já está em andamento. “O zumbido das máquinas precisa se transformar em um rugido”, afirmou o secretário-geral da Otan. Sob pressão do conflito na Ucrânia e das cobranças de Washington, os países-membros estão ampliando os gastos militares. Só no último ano, a aliança investiu US$ 37 bilhões para expandir sua indústria de defesa.
Divergências e ameaças de Trump
Donald Trump desembarcou na reunião dizendo estar decepcionado com a falta de apoio à operação militar contra o Irã. Criticou novamente a primeira-ministra da Itália e ameaçou retirar os soldados americanos da Europa. Também insistiu que a Groenlândia deveria ficar sob controle dos Estados Unidos. A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, respondeu que o território não está à venda.
Impacto para a Ucrânia
Para a Ucrânia, um eventual afastamento de Trump teria consequências imediatas. Os bombardeios russos dos últimos dias expuseram a falta de mísseis Patriot para proteger Kiev. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, defendeu que a Europa desenvolva capacidade própria em sistemas antimísseis e afirmou que pretende discutir o envio de novos Patriots com Donald Trump.
Europa busca autonomia
Durante quase 80 anos, a segurança europeia dependeu dos Estados Unidos. Mas as falas de Donald Trump indicam que esse apoio já não é garantido. Pela primeira vez desde 1945, a Europa volta a assumir a própria segurança. O movimento de rearmamento e a busca por independência militar marcam uma nova fase para o continente.



