Rubio: avanços com Irã e Omã sobre Estreito de Ormuz, mas sem acordo
Rubio: avanços com Irã e Omã, mas sem acordo

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, declarou nesta terça-feira que as negociações envolvendo Irã e Omã para permitir a passagem de mais navios pelo Estreito de Ormuz registraram progressos, porém um acordo definitivo ainda não foi selado.

“Houve avanços nessas negociações, mas ainda não há um acordo definitivo. Esperamos que isso aconteça em breve”, afirmou Rubio a repórteres no Departamento de Estado, em Washington.

Contexto das negociações

O Estreito de Ormuz é uma via marítima estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial e um terço do gás natural liquefeito comercializado globalmente. A região tem sido palco de tensões entre os Estados Unidos e o Irã, especialmente após tentativas de apreensão de navios por forças iranianas.

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Omã, que historicamente atua como mediador entre Teerã e Washington, tem papel central nas conversas. A expectativa é que um eventual acordo amplie a segurança na navegação e reduza riscos de conflito na região do Golfo Pérsico.

Reações e próximos passos

Analistas apontam que um acordo sobre Ormuz poderia aliviar as tensões regionais e ter impacto direto nos preços internacionais de energia. No entanto, especialistas alertam que as negociações ainda enfrentam desafios, incluindo desconfiança mútua e questões relacionadas ao programa nuclear iraniano.

O governo americano não divulgou detalhes sobre os termos em discussão, mas Rubio indicou otimismo quanto à possibilidade de um desfecho positivo. “Estamos trabalhando para garantir a liberdade de navegação, essencial para a economia global”, completou.

Importância estratégica

O estreito, localizado entre o Irã e Omã, conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e, consequentemente, ao Oceano Índico. Qualquer interrupção no fluxo de navios pode afetar o abastecimento de petróleo e gás, provocando oscilações nos mercados.

Desde 2019, os EUA lideram uma coalizão naval para proteger a navegação na região, após uma série de incidentes envolvendo petroleiros. A mediação de Omã é vista como uma alternativa diplomática para reduzir a necessidade de escoltas militares.

Enquanto não há acordo formal, a comunidade internacional acompanha com atenção os desdobramentos. A expectativa é que novas rodadas de negociação ocorram nas próximas semanas, possivelmente com a participação de outros países do Golfo.

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