Ossos de quatro bebês e corpo de quinto são encontrados em casa na França
Ossos de quatro bebês encontrados em casa na França

Policiais franceses descobriram os ossos de quatro bebês e o corpo de um quinto recém-nascido em caixas dentro da residência de um casal em Orange, no sudoeste da França, na noite de segunda-feira (27). A informação foi confirmada por várias fontes nesta terça-feira (28). A promotoria local abriu uma investigação por assassinato após o achado no apartamento localizado no centro histórico da cidade.

Detalhes da descoberta

A mulher, de 32 anos, havia dado à luz em casa no domingo (26) a um bebê que estava saudável, sendo posteriormente levada ao hospital. Segundo a promotoria, o homem, da mesma idade, começou a revistar a residência 'após descobrir, mais uma vez e muito tarde, que sua parceira estava grávida'. Durante a revista, ele encontrou 'o que pareciam ser restos humanos' e comunicou o hospital, que acionou o Ministério Público.

Um médico forense examinou os restos e indicou que provavelmente pertenciam a cinco recém-nascidos. As causas da tragédia ainda são desconhecidas. Os investigadores ainda não ouviram a mãe, que permanece hospitalizada após o parto.

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Família e vizinhança

O casal tinha dois outros filhos, de oito e nove anos, segundo o Ministério Público. O vizinho Florent Jean, em entrevista à AFP, afirmou que as crianças frequentavam a escola primária local. A mãe 'ia buscá-los na escola na hora do almoço para comer', enquanto o companheiro trabalhava o dia todo. Nesta terça-feira, bicicletas estavam apoiadas na grade da escada em frente ao apartamento, no segundo andar, com a porta lacrada por fita vermelha da polícia.

Casos raros e precedentes

Infanticídios de recém-nascidos são raros na França. Muitas vezes, estão associados a alterações do discernimento da mãe ou à ocultação da gravidez. Em fevereiro, uma mulher de 50 anos foi detida após a descoberta de dois bebês em seu congelador em Aillevillers-et-Lyaumont, no leste da França. O caso francês mais grave de infanticídio foi o de Dominique Cottrez, condenada em 2015 a nove anos de prisão por matar oito recém-nascidos, com o júri reconhecendo alteração do discernimento.

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