Netanyahu diz que Irã está no topo da agenda de reunião com Trump
Netanyahu: Irã no topo da agenda com Trump

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que a questão do Irã será o principal tema de sua reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, marcada para esta semana. A declaração foi feita em entrevista coletiva em Jerusalém, horas antes de embarcar para Washington.

Prioridade máxima na pauta bilateral

Netanyahu enfatizou que o programa nuclear iraniano representa a maior ameaça à segurança de Israel e à estabilidade do Oriente Médio. Segundo ele, a reunião com Trump abordará medidas concretas para impedir que o Irã obtenha armas nucleares. “O Irã está no topo da nossa agenda. Precisamos garantir que todas as opções estejam sobre a mesa para evitar um Irã nuclear”, declarou o premiê.

O encontro ocorre em meio ao aumento das tensões regionais, com o Irã enriquecendo urânio a 60% de pureza, próximo ao nível necessário para armas. Dados da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) indicam que o país já possui material físsil suficiente para várias bombas, caso decida enriquecê-lo a 90%.

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Contexto geopolítico e implicações

Analistas apontam que a postura de Netanyahu visa pressionar Trump a retomar a política de máxima pressão sobre Teerã, incluindo sanções econômicas mais duras e o fortalecimento do isolamento diplomático. Em 2018, Trump retirou os EUA do acordo nuclear multilateral (JCPOA), reassumindo sanções que haviam sido suspensas. Desde então, o Irã acelerou seu programa nuclear.

“Uma ação coordenada entre Israel e EUA é crucial para impedir que o regime iraniano cruze o limiar nuclear”, afirmou o ministro da Defesa israelense, Yoav Gallant, em apoio à declaração de Netanyahu. A reunião também deve discutir o programa de mísseis balísticos iranianos e o apoio do Irã a grupos proxies na região, como Hezbollah e Hamas.

Reações e expectativas

Autoridades iranianas reagiram com críticas, classificando as declarações de Netanyahu como “provocações infundadas”. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Nasser Kanaani, afirmou que “Israel não tem legitimidade para ditar a política nuclear de uma nação soberana”.

Especialistas em relações internacionais destacam que o resultado da reunião pode redefinir o equilíbrio de poder no Oriente Médio. Caso Trump e Netanyahu alinhem posições, novas sanções podem ser impostas, elevando o preço do petróleo e afetando economias dependentes de energia. Por outro lado, uma abordagem mais conciliatória poderia abrir espaço para negociações, embora tal cenário seja considerado improvável.

A reunião bilateral está prevista para quarta-feira, na Casa Branca, e deve ser seguida por uma declaração conjunta. A comunidade internacional aguarda com atenção os próximos passos, que poderão influenciar as eleições presidenciais americanas e a estabilidade regional.

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