A Justiça de Trinidad e Tobago bloqueou definitivamente a extradição de Jack Warner, ex-vice-presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), para os Estados Unidos. Warner é acusado pela Justiça americana de fraude, lavagem de dinheiro e corrupção no escândalo conhecido como Fifagate. A decisão foi proferida pela juíza Karen Reid, que citou falta de transparência estatal no processo de extradição.
Decisão judicial mantém Warner em liberdade
A magistrada determinou que Warner permaneça em liberdade e obrigou o Estado de Trinidad e Tobago a arcar com os custos judiciais do processo. A defesa de Warner comemorou a decisão, afirmando que ela representa uma vitória contra o que chamou de "perseguição política".
Acusações do Fifagate
Warner é um dos principais nomes envolvidos no escândalo de corrupção que abalou a Fifa a partir de 2015. Ele é acusado de receber propinas milionárias durante sua gestão como vice-presidente da entidade, entre 1997 e 2011. As acusações incluem fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e obstrução da justiça.
Os Estados Unidos buscavam a extradição de Warner desde 2015, quando ele foi indiciado por um grande júri em Nova York. O governo americano alega que Warner participou de um esquema de subornos envolvendo direitos de transmissão de torneios de futebol, incluindo a Copa do Mundo.
Reações e próximos passos
O governo de Trinidad e Tobago ainda não se manifestou oficialmente sobre a decisão, mas a promotoria local pode recorrer. A defesa de Warner, por sua vez, afirma que o caso está encerrado no país caribenho. Warner nega todas as acusações e alega ser vítima de uma conspiração.
O bloqueio da extradição representa mais um capítulo na longa batalha judicial de Jack Warner, que já dura mais de uma década. O ex-dirigente, que também foi presidente da Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf), continua em liberdade em Trinidad e Tobago.



