A Inglaterra venceu a França por 6 a 4 na disputa pelo terceiro lugar da Copa do Mundo, em uma partida marcada pelo desinteresse defensivo dos franceses e pelo hat-trick de Bukayo Saka. O resultado foi considerado uma vitória do bom-senso, já que os ingleses, punidos pelo medo do técnico Thomas Tuchel na semifinal contra a Argentina, receberam um merecido afago pela campanha.
Desinteresse francês e críticas de Deschamps
Os franceses, cotados como favoritos ao título, chegaram às duas últimas finais e venceram em 2018. No entanto, apresentaram um comovente desinteresse em se defender, facilitando o passeio inglês. Nos primeiros 45 minutos, nomes como Cherki, Olise e Désiré Doué tentaram dribles displicentes, passes descompromissados e esforço quase nulo na recomposição defensiva. Dos quatro gols ingleses (Saka duas vezes, Rice e Konsa), dois saíram em contra-ataques.
— Realmente não poderia ser pior. Uma catástrofe. A cada ataque, nós levamos um gol. Eu posso até entender a decepção dos jogadores, mas eles não têm direito de fazer isso. Não assim, contra um adversário que joga uma partida de verdade, que está dedicado — criticou o técnico Didier Deschamps, que se despediu da seleção francesa.
Reação francesa e recorde de Mbappé
No segundo tempo, com as entradas de Dembélé e Barcola, a França passou a levar perigo e diminuiu o placar com Barcola, Dembélé e Mbappé. Ao marcar dois gols, o camisa 10 se isolou como artilheiro da Copa, com dez gols, e assumiu a liderança da artilharia histórica do torneio, com 22. Messi, que entra em campo hoje pela Argentina, tem oito nesta edição e 21 ao todo.
Hat-trick de Saka e sentimentos dicótomos
A noite, porém, era inglesa. Saka marcou de pênalti nos minutos finais, completando seu hat-trick. A vitória por 6 a 4 causa sentimentos dicótomos: orgulho por superar a França com cinco gols, mas amargor por imaginar que, se tivesse apresentado a mesma ousadia contra a Argentina na semifinal, a Inglaterra poderia estar na final contra a Espanha.
Escalação ousada de Tuchel
A escalação inicial da Inglaterra causou espanto. Sem Bellingham e Kane, Tuchel levou a campo um time móvel com Toney, Rashford, Morgan Rogers e Saka no ataque, municiados por Rice e Eze. A postura ofensiva contrastou com o desinteresse francês, resultando em uma goleada histórica.



