Onda de calor no Hemisfério Norte é 'praticamente impossível' sem mudanças climáticas
Onda de calor no Hemisfério Norte ligada a mudanças climáticas

Calor extremo no Hemisfério Norte

Uma nova onda de calor que atinge o Hemisfério Norte tem sido associada diretamente às mudanças climáticas. Segundo um estudo recente, é 'praticamente impossível' explicar as temperaturas recordes sem considerar o aquecimento global causado pela ação humana. O fenômeno tem afetado diversas regiões, incluindo Europa, Ásia e América do Norte, com termômetros ultrapassando os 40°C em várias cidades.

Estudo aponta influência humana

Pesquisadores do World Weather Attribution (WWA) concluíram que a onda de calor teria sido 'extremamente improvável' sem as emissões de gases de efeito estufa. 'As temperaturas observadas são tão extremas que são praticamente impossíveis em um clima não aquecido pela atividade humana', afirmou a equipe em comunicado. O estudo utilizou modelos climáticos para comparar cenários com e sem aquecimento global.

Impactos e alertas

A onda de calor já causou mortes, incêndios florestais e sobrecarga nos sistemas de saúde em vários países. Na França, Paris registrou 42,6°C, enquanto na China, Xangai atingiu 40,9°C. Autoridades emitiram alertas vermelhos e recomendaram que a população evite exposição ao sol. 'Eventos como este se tornarão mais frequentes e intensos se não reduzirmos as emissões', alertou Friederike Otto, cientista climática e coautora do estudo.

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Relação com mudanças climáticas

O estudo reforça a ligação entre ondas de calor extremas e as mudanças climáticas. De acordo com os pesquisadores, a probabilidade de ocorrência de ondas de calor como a atual aumentou pelo menos 10 vezes devido ao aquecimento global. 'A ciência é clara: precisamos agir urgentemente para limitar o aquecimento a 1,5°C', concluiu Otto.

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