Israel manifestou temor de uma corrida armamentista no Oriente Médio após o anúncio de um acordo de cooperação nuclear entre Estados Unidos e Arábia Saudita. O pacto, revelado na quarta-feira, permite que os sauditas desenvolvam um programa nuclear civil, mas ainda depende de aprovação do Congresso americano.
Detalhes do acordo
O acordo prevê assistência técnica e transferência de tecnologia para a Arábia Saudita construir usinas nucleares para geração de energia. Em contrapartida, o reino se compromete a não enriquecer urânio nem reprocessar combustível nuclear, medidas que poderiam ser usadas para fins militares. No entanto, críticos apontam que o país poderia eventualmente buscar essas capacidades.
Reação de Israel
Autoridades israelenses, sob condição de anonimato, afirmaram que o acordo pode desencadear uma corrida armamentista na região. “Israel vê com grave preocupação qualquer iniciativa que possa levar à proliferação nuclear no Oriente Médio”, disse um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores. O país já possui um arsenal nuclear não declarado e teme que vizinhos busquem o mesmo.
Contexto regional
A Arábia Saudita sempre defendeu seu direito ao desenvolvimento nuclear pacífico, mas a desconfiança persiste. O acordo ocorre em meio a tensões com o Irã, que também possui programa nuclear. Analistas apontam que a medida pode pressionar Teerã a acelerar seu próprio programa. O Congresso americano deve analisar o pacto nos próximos meses, com debates sobre salvaguardas e inspeções.



