O Irã culpou os Estados Unidos por uma troca de ataques recente e denunciou uma 'violação flagrante' do cessar-fogo, elevando as tensões no Oriente Médio. Em paralelo, o sultanato de Omã sinalizou a aliados que pode passar a cobrar pedágio no Estreito de Ormuz, rota vital para o transporte global de petróleo. O movimento ocorre após o Irã interceptar três petroleiros na região e exigir autorização para travessia.
Tensão no Estreito de Ormuz e impactos no petróleo
O estreito, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, voltou a ser palco de confrontos. O presidente dos EUA, Donald Trump, classificou os ataques iranianos a navios como violação do cessar-fogo. Em resposta, Teerã acusou Washington de 'violação flagrante' e afirmou que agirá para proteger seus interesses. A crise fez o petróleo cair 10% na semana, com o Brent retornando a níveis pré-guerra, devido ao aumento da oferta e ao temor de interrupção no fluxo.
Omã ameaça cobrar pedágio
Omã, que historicamente atua como mediador, alertou aliados que pode instituir uma taxa de pedágio para navios que atravessarem o Estreito de Ormuz. A medida, segundo analistas, seria uma forma de pressionar as partes envolvidas e compensar custos de segurança. O Irã já interceptou três petroleiros e exige autorização prévia para a passagem, o que pode elevar prêmios de risco no mercado de petróleo.
Reações internacionais e mercado financeiro
Os EUA autorizaram o fim de proteções a haitianos e sírios, conforme decisão da Suprema Corte, enquanto o Irã intensifica sua presença militar no Golfo Pérsico. Nos mercados, as bolsas de Nova York fecharam em queda, com o Nasdaq tombando 4,6% na semana, pressionadas por vendas em empresas de tecnologia. O petróleo Brent caiu 10% na semana, voltando a níveis anteriores ao conflito na Ucrânia. 'A situação é volátil e qualquer interrupção em Ormuz pode disparar os preços', disse analista do setor.



