O Irã lançou ataques contra alvos no Bahrein, Kuwait e Jordânia na madrugada desta terça-feira (21), em uma resposta direta à ofensiva militar dos Estados Unidos na região. A ação iraniana, que incluiu mísseis balísticos e drones, marca uma escalada significativa no conflito que já dura semanas.
Detalhes dos ataques
Segundo fontes militares, os ataques atingiram bases militares e instalações estratégicas nos três países. No Bahrein, um depósito de combustível foi destruído, causando incêndios de grandes proporções. No Kuwait, um quartel-general das forças de segurança foi danificado. Já na Jordânia, um centro de comando conjunto foi alvo de mísseis.
Autoridades locais relataram pelo menos 12 mortos e dezenas de feridos. O governo iraniano, por meio de seu Ministério das Relações Exteriores, afirmou que os ataques são uma retaliação legítima à ofensiva dos EUA, que, segundo Teerã, violou acordos internacionais.
Contexto da ofensiva dos EUA
Os Estados Unidos haviam iniciado uma série de bombardeios contra posições iranianas no Iraque e na Síria na semana passada, em resposta a um ataque com drone que matou três soldados americanos. O presidente Joe Biden afirmou que a ação era necessária para proteger as tropas americanas e dissuadir futuros ataques.
“Não buscamos um conflito mais amplo, mas vamos responder a qualquer ameaça”, declarou Biden em pronunciamento. A ofensiva dos EUA foi condenada por vários países da região, que temem uma guerra generalizada.
Reações internacionais
O Conselho de Segurança da ONU convocou uma reunião de emergência para discutir a situação. O secretário-geral, António Guterres, pediu moderação a todas as partes. “O mundo não pode se dar ao luxo de outra guerra no Oriente Médio”, disse.
A Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos expressaram solidariedade aos países atacados e condenaram o Irã. O governo iraniano, por sua vez, alertou que qualquer retaliação será respondida com força.
Impacto regional
Os ataques iranianos representam a primeira vez que Teerã atinge diretamente países do Golfo e a Jordânia desde o início da crise. Analistas apontam que a ação pode levar a uma escalada militar ainda maior, envolvendo outros atores regionais.
O preço do petróleo disparou nos mercados internacionais, com o barril do Brent ultrapassando os US$ 90. As bolsas asiáticas e europeias registraram quedas acentuadas, refletindo o temor de uma interrupção no fornecimento de energia.



