O Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom) anunciou uma nova onda de ataques contra o Irã na noite deste domingo (19). A ofensiva ocorre após a morte de três militares americanos em incidentes separados. Segundo a Centcom, os bombardeios visam degradar as capacidades militares iranianas utilizadas em ataques contra embarcações comerciais e civis no Estreito de Ormuz.
Mortes de militares americanos
Dois militares americanos morreram em um ataque do Irã a uma base dos EUA na Jordânia, ocorrido na sexta-feira (17), conforme informou o Centcom no sábado (18). Um terceiro militar faleceu no norte do Iraque após a detonação controlada de uma munição não detonada, proveniente de um drone iraniano abatido. Um segundo militar ficou ferido e recebe tratamento para lesões leves. Os nomes das vítimas não foram divulgados.
Neste domingo, após buscas, foram encontrados restos mortais não identificados no local dos ataques na Jordânia, cuja identidade está sendo investigada. O presidente Donald Trump lamentou as mortes em entrevista à NewsNation: "Muito triste. Odiamos ver isso acontecer. É em serviço ao nosso país".
Escalada militar entre EUA e Irã
Mais cedo no sábado, o líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, fez um apelo à unidade nacional diante do retorno das agressões mútuas. Na sexta-feira, a Guarda Revolucionária afirmou ter destruído ao menos dois caças americanos e outras três aeronaves durante um ataque com mísseis e drones contra a base americana de Al Azraq, na Jordânia. Segundo o jornal The New York Times, o ataque danificou vários helicópteros, incluindo modelos Black Hawk.
Desde o início da guerra, 16 militares dos EUA foram mortos e mais de 430 ficaram feridos. A Centcom informou que, em 17 de julho, dois membros das forças armadas foram mortos em ação na Jordânia, e um está desaparecido. Quatro militares foram levados a hospitais jordanianos e já receberam alta.
Ataques contínuos e impacto civil
O Centcom realizou, pela sétima noite consecutiva, ataques contra instalações de vigilância, infraestrutura logística militar, depósitos subterrâneos de armas e capacidades marítimas iranianas. Segundo a mídia estatal iraniana, bombardeios americanos atingiram usinas elétricas e instalações de dessalinização na província de Hormozgan. Uma usina de dessalinização foi destruída, interrompendo o abastecimento de água para cerca de 10 mil pessoas, enquanto outra foi danificada na ilha de Qeshm, no Estreito de Ormuz.
Em resposta, o Irã lançou novos ataques contra aliados de Washington no Golfo. O Kuwait foi alvo: uma usina de dessalinização foi atingida e o Aeroporto Internacional do Kuwait suspendeu operações devido a ameaças de mísseis e drones. A Guarda Revolucionária Islâmica afirmou ter atacado um centro de apoio militar dos EUA no Campo Arifjan e destruído uma instalação de radar na Base Aérea de Ali Al Salem, ambas no Kuwait.
Declarações e rompimento de acordo
O líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, afirmou nas redes sociais que os EUA descumpriram compromissos do acordo de paz, dizendo que a assinatura de um presidente americano "não tem valor nem credibilidade". Teerã anunciou a suspensão dos compromissos assumidos no cessar-fogo de junho. Os confrontos continuam, com ambos os lados realizando ataques mútuos.



