Calor extremo supera falta de chuva como causa de secas na Europa
Um novo estudo revela que a mudança climática está intensificando as secas na Europa, com o calor extremo sendo o principal responsável, superando a falta de chuva. Segundo especialistas, o aquecimento global, acelerado pela atividade humana, aumenta a evaporação e os déficits de umidade no solo, levando a condições de seca mesmo em áreas com precipitação normal.
Níveis históricos no rio Danúbio
A seca prolongada e o clima quente em toda a Europa fizeram com que os níveis de água ao longo do rio Danúbio, que liga a Bulgária à Romênia, atingissem mínimas históricas. A imagem, capturada pelo fotógrafo Nikolay Doychinov da AFP, ilustra a gravidade da situação.
Impactos em incêndios florestais e na vida no continente
O estudo indica que o calor extremo agrava incêndios florestais e impacta a vida no continente. A atmosfera mais quente aumenta a demanda evaporativa, secando o solo e a vegetação, o que cria condições propícias para queimadas de grandes proporções.
De acordo com os pesquisadores, as temperaturas elevadas tiveram um impacto maior do que a falta de chuva na intensificação das secas. Isso significa que, mesmo com chuvas normais, regiões podem enfrentar déficits hídricos severos devido ao calor.
Consequências para a agricultura e abastecimento
As secas prolongadas afetam diretamente a agricultura, reduzindo a produtividade das culturas e aumentando os custos de irrigação. Além disso, o baixo nível dos rios compromete o transporte fluvial e o abastecimento de água para comunidades e indústrias.
O estudo reforça a necessidade de medidas urgentes de mitigação e adaptação às mudanças climáticas, incluindo a redução das emissões de gases de efeito estufa e o desenvolvimento de estratégias de gestão hídrica mais resilientes.



