A colunista Miriam Leitão publicou um alerta contundente sobre a chegada do fenômeno El Niño ao Brasil. Em seu artigo, ela destaca que os ventos já trouxeram um sinal claro: é preciso preparar o país para os impactos severos que virão, com chuvas torrenciais no Sul e secas prolongadas no Norte e Nordeste.
Impactos previstos e urgência de ação
Segundo Leitão, os modelos climáticos indicam um El Niño de forte intensidade para o próximo verão. Ela cita que a última vez que um fenômeno similar ocorreu, em 2015-2016, o Brasil perdeu cerca de 0,8% do PIB agrícola. Desta vez, a expectativa é de danos ainda maiores, com estimativas de perdas de até R$ 40 bilhões no agronegócio se não houver preparação adequada.
A jornalista afirma: "O vento trouxe um aviso que não podemos ignorar. Não se trata de alarmismo, mas de realismo. Precisamos agir agora para minimizar os danos que sabemos que virão."
Setores mais vulneráveis
Leitão aponta que os setores de agricultura, energia e gestão de recursos hídricos são os mais expostos. No Sul, o excesso de chuvas pode comprometer a safra de soja e milho, enquanto no Norte a seca pode agravar a crise hídrica na Amazônia. Ela recomenda que o governo federal e os estaduais elaborem planos de contingência imediatos, com investimentos em infraestrutura de drenagem e sistemas de alerta precoce.
Responsabilidade política e social
A colunista também critica a falta de prioridade dada ao tema. "É inadmissível que, mesmo com os alertas da ciência, o país ainda não tenha um plano nacional consolidado para eventos climáticos extremos", escreve. Ela cobra do Congresso a aprovação de recursos adicionais para a Defesa Civil e para programas de adaptação climática.
A conclusão de Miriam Leitão é clara: o Brasil precisa aprender a conviver com a variabilidade climática, e o El Niño é apenas o começo. A preparação agora pode evitar tragédias humanas e econômicas no futuro.



