Islândia expulsa 21 ativistas anti-baleias, incluindo 4 brasileiros
Islândia expulsa 21 ativistas anti-baleias, incluindo 4 brasileiros

A Islândia ordenou a expulsão de 21 ativistas anti-baleias que estavam detidos em Reykjavik desde a semana passada, após o navio em que viajavam ter sido apreendido durante uma perseguição a uma embarcação baleeira. A informação foi confirmada pela polícia islandesa à AFP nesta quarta-feira. Entre os detidos estão quatro brasileiros, que agora aguardam a deportação.

Abordagem e detenção

O navio Bandero, pertencente à fundação liderada pelo ativista dos direitos dos animais Paul Watson, foi abordado pelas autoridades islandesas ao largo da costa da ilha. A embarcação obstruía as operações do Hvalur 9, um dos últimos navios baleeiros da Islândia. A ação ocorreu na última sexta-feira (31), quando a Guarda Costeira islandesa interceptou o barco com ativistas contra a caça às baleias.

Quatro brasileiros estavam a bordo: Victor Calixto, de 23 anos, marinheiro de Ilhabela (SP); Lucas Barbosa, de 28 anos, cozinheiro de Craíbas (AL); Vitor Young, de 32 anos, contramestre de Santos (SP); e Rui Amorim, de 52 anos, médico de bordo de Fortaleza (CE). Eles faziam parte da Operação 86, uma missão da ONG internacional Captain Paul Watson Foundation.

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Comunicação interrompida e pedido de ajuda

Em comunicado divulgado neste sábado (1º), a Sea Shepherd Brasil denunciou que o grupo estava há quase 40 horas sob poder do governo islandês e pediu ajuda do governo brasileiro. "Há mais de 36 horas, quatro brasileiros estão detidos na Islândia. (...) Depois da abordagem ao Bandero pela guarda costeira e pela polícia islandesa, toda a comunicação com a tripulação foi interrompida", diz o texto. Após mais de 24 horas sem contato, os tripulantes puderam acessar seus computadores para falar com as famílias.

A ONG divulgou um vídeo do momento exato em que agentes das Forças Especiais da Islândia, já a bordo do Bandero, ordenam que o capitão desligue o barco e que todos desliguem os telefones. A fundação condenou a ação do governo islandês e pediu informações sobre toda a tripulação. Segundo o representante da fundação, a abordagem ocorreu depois que o grupo conseguiu interromper com sucesso uma ação de matança de baleias.

Reação e apoio do Itamaraty

Em post nas redes sociais, a Paul Watson Foundation afirmou: "Nossa missão nunca foi sobre violência. A equipe da Bandero é heroica. Eles escolheram ficar entre baleias em perigo e os garfos, sabendo dos riscos". Além dos brasileiros, mais 17 integrantes de 10 países faziam parte da missão. Até o momento, só se sabe que o capitão foi preso e a embarcação foi escoltada para Reykjavík, capital da Islândia.

Ao g1, o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) informou que o governo brasileiro, por meio da Embaixada do Brasil em Oslo, está em contato com as autoridades islandesas para obter mais informações sobre o caso e prestar a assistência consular necessária.

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