O gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, criticou duramente o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, após este afirmar que está avaliando a possibilidade de determinar a prisão do premiê durante a Assembleia Geral da ONU. Mamdani declarou que consulta a equipe jurídica da cidade para saber se pode ordenar a detenção de Netanyahu, que é alvo de um mandado de detenção do Tribunal Penal Internacional (TPI) por supostos crimes de guerra.
Declarações do prefeito geram reação imediata
Em entrevista coletiva, Mamdani disse: "Estamos analisando com nossos advogados se temos autoridade para cumprir o mandado do TPI contra Netanyahu durante sua estadia em Nova York." A declaração provocou reação rápida do gabinete israelense, que classificou a fala como "irresponsável e sem fundamento legal".
Netanyahu rejeita jurisdição do TPI
Netanyahu, por sua vez, rebateu as declarações questionando a jurisdição do TPI e classificando o mandado como "falso". "Israel não é signatário do Estatuto de Roma, e o TPI não tem autoridade sobre mim. Essa é uma tentativa politicamente motivada de me difamar", afirmou o premiê em nota oficial.
O mandado de detenção foi emitido pelo TPI em março de 2026, acusando Netanyahu de crimes de guerra relacionados a operações militares em Gaza. Desde então, líderes israelenses têm evitado viagens a países que reconhecem a jurisdição do tribunal.
Possível prisão geraria crise diplomática
Especialistas apontam que uma eventual prisão de Netanyahu em solo americano poderia gerar uma grave crise diplomática entre Estados Unidos e Israel. Os EUA não são signatários do TPI, mas Nova York, como cidade, tem autonomia para cumprir mandados internacionais em alguns casos. Ainda não há decisão final sobre o assunto.



