Ataque devastador em Radushne
Na última quarta-feira (29), um ataque russo atingiu a cidade de Radushne, na Ucrânia, matando pelo menos seis membros de uma mesma família. Entre as vítimas estavam uma menina de 6 anos e dois meninos de 11 e 17 anos. O míssil balístico atingiu diretamente a residência da família, destruindo completamente o imóvel. Equipes de resgate trabalharam ao longo do dia para retirar sobreviventes dos escombros. Segundo a BBC, havia dez pessoas na casa no momento do ataque, e parte dos moradores permaneceu desaparecida nas primeiras horas.
Zelensky aponta envolvimento norte-coreano
Em seu pronunciamento noturno desta quinta-feira (30), o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, afirmou que o míssil pode ter sido fornecido pela Coreia do Norte. "É claro que novas investigações serão realizadas, tudo será verificado, mas, por enquanto, tudo indica que se trata de armamento balístico norte-coreano", declarou. A suspeita levanta alertas sobre o aprofundamento da cooperação militar entre Rússia e Coreia do Norte, que já vinha sendo monitorada por inteligências ocidentais.
Ofensiva russa em larga escala
Os bombardeios em Radushne fizeram parte de uma ofensiva aérea em larga escala. De acordo com Zelensky, a Rússia lançou mais de 70 mísseis, muitos deles balísticos, além de mais de 280 drones contra diferentes regiões do país durante a noite. Autoridades ucranianas relataram dezenas de casas, empresas e estruturas civis destruídas ou danificadas. A Rússia, por sua vez, afirmou que os ataques tinham como alvo instalações militares.
Vítimas e danos em outras regiões
Além de Radushne, os ataques deixaram mortos e feridos em outras cidades. Em Kiev, uma pessoa morreu e incêndios atingiram prédios comerciais. Em Poltava, um ataque a um terminal de encomendas também resultou em uma vítima fatal. Em Lviv, explosões danificaram edifícios residenciais, deixando moradores presos sob os escombros. Bombeiros ucranianos trabalharam para extinguir incêndios, como em um mercado de Kiev atingido por um míssil na quarta-feira.
Escassez de defesas aéreas e apelo internacional
A ofensiva ocorreu dias depois de Zelensky se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para pedir o reforço das defesas aéreas da Ucrânia. O governo ucraniano enfrenta grave escassez de mísseis interceptadores do sistema Patriot, um dos poucos capazes de derrubar mísseis balísticos. Em seu canal oficial no Telegram, Zelensky afirmou: "Nenhum país deve ser deixado sozinho diante desse tipo de terror. Quando dizemos que a Ucrânia precisa de mísseis para os sistemas Patriot e buscamos meios para nos defender dos mísseis balísticos russos, não estamos falando de algo abstrato."
Reflexos na Polônia e resposta ucraniana
Os bombardeios também tiveram reflexos fora da Ucrânia. A Polônia informou que um míssil russo provavelmente violou seu espaço aéreo antes de cair em uma área próxima à fronteira. As autoridades polonesas abriram uma investigação para confirmar a origem do projétil. Enquanto isso, a Ucrânia respondeu com um ataque de drones contra um armazém na cidade russa de Perm, conforme relato de um vendedor russo à Reuters. A guerra continua a se intensificar, com a Rússia utilizando cada vez mais mísseis balísticos, enquanto a Ucrânia luta para manter sua defesa aérea.



