O mercado financeiro brasileiro vive uma 'terceira onda' com potencial de forte alta, segundo analistas, enquanto indicadores econômicos e políticos movimentam o cenário. A Bolsa já opera nessa nova fase, conforme apontam especialistas, e os investidores acompanham de perto os desdobramentos.
Mercados em Foco
As taxas do Tesouro IPCA+ subiram até 8,27% e bateram recorde após decisão do Federal Reserve (Fed) nos Estados Unidos. O petróleo caiu com as discussões sobre o Estreito de Ormuz, apesar dos ataques entre EUA e Irã. Já a Intelbras saltou 11% após resultados do segundo trimestre, sendo considerada por analistas como 'uma das melhores histórias de execução'. O Bradesco anunciou que elevará seu capital em R$ 10 bilhões, movimento que, embora tenha feito a ação cair, pode ter efeito positivo.
No mercado de fundos imobiliários, o FII PMLL11 concluiu a venda do Shopping Park Sul em uma operação de R$ 160,8 milhões. A MAG Investimentos atingiu R$ 25 bilhões sob gestão com nova estratégia de crédito. No setor de tecnologia, a Microsoft saltou e a Meta desabou após divulgação de resultados do segundo trimestre, enquanto a Samsung prevê que a escassez de chips se estenderá até 2028 e anunciou novos acordos.
Política e Governo
Na política, a nova pesquisa Datafolha será divulgada nesta sexta-feira, após Lula abrir 5 pontos de vantagem sobre Flávio Bolsonaro em simulação de segundo turno. O Paraguai convocou o embaixador brasileiro depois que Lula afirmou que o país 'invadiu o Brasil'. A Polícia Federal avalia incluir Flávio Bolsonaro na lista de difusão prateada da Interpol para rastrear dinheiro do caso 'Dark Horse'. O Tribunal de Contas da União (TCU) auditou 41 emendas Pix e concluiu que parcelas sumiram em contas de prefeituras.
Uma pesquisa Quaest apontou Ronaldo Caiado como o governador mais bem avaliado, e Cláudio Castro como o pior. No Congresso, o governo registrou déficit primário de R$ 48,178 bilhões em junho, segundo o Tesouro Nacional. A inadimplência do aluguel recuou, mas pequenos negócios seguem sob pressão, mesmo com as renegociações do Desenrola 2.0.
Economia Brasileira
A taxa de desemprego caiu para 5,4%, amortecendo os efeitos dos juros altos e travando a Selic. A carteira isenta de dividendos pode render menos que a tributada sob o novo imposto proposto. No crédito privado, a nova tensão exige cautela, mas abre janelas de oportunidades. Os FIIs de 'papel' tiveram retorno de até 17% em um ano, mas a Selic pode mudar o jogo.
A Receita Federal realiza leilão eletrônico com iPhones, notebooks e carros com descontos. A classe C lidera a contratação de seguro automóvel, mas 71% dos carros ainda não têm cobertura. O El Niño aumenta o risco de enchentes, alterando o seguro residencial. Especialistas explicam por que o seguro de vida deve entrar na carteira antes mesmo de formar patrimônio.
Cenário Internacional
No mundo, sobreviventes do terremoto no Japão enfrentam sede e calor, com número de mortos subindo para 25. A União Europeia liberou 3,47 bilhões de euros para a Ucrânia, destinados à aquisição de drones e jatos. O Irã receberá lança-mísseis portáteis da China em poucas semanas, segundo fontes. Os houthis estão atacando a Arábia Saudita a partir do Iraque. A BMW promete 'rever o intocável' após o lucro despencar, e milhões de livros são comprados para alimentar inteligências artificiais, muitos dos quais são destruídos.
Na saúde, a Anvisa vai apreender um lote de canetas emagrecedoras Mounjaro falsificadas. A América Latina ganha apelo como 'opção' ao tema de inteligência artificial, com o Brasil se destacando. Essas e outras notícias movimentam o dia e orientam as decisões de investidores e cidadãos.



