Os Estados Unidos realizaram ataques aéreos contra alvos militares no Irã pela sexta noite consecutiva, marcando uma escalada significativa no conflito entre as duas nações. Os bombardeios, que começaram na última segunda-feira, visam instalações da Guarda Revolucionária Iraniana e bases de mísseis, segundo fontes oficiais.
Detalhes dos ataques
De acordo com o Pentágono, os ataques desta noite atingiram um centro de comando e uma fábrica de drones na província de Isfahan. "Continuamos a degradar a capacidade militar do Irã de atacar nossos aliados e forças na região", afirmou o porta-voz do Departamento de Defesa, John Kirby. Pelo menos 15 explosões foram relatadas por moradores locais, e imagens de satélite confirmam danos significativos em duas instalações.
Impacto regional
A escalada levou a uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, convocada pela Rússia e China. O Irã prometeu retaliação, com o ministro das Relações Exteriores, Hossein Amir-Abdollahian, declarando: "Não deixaremos nenhum ataque sem resposta. O regime americano pagará por sua agressão." Enquanto isso, Israel e Arábia Saudita expressaram apoio às ações dos EUA, enquanto Turquia e Catar condenaram os bombardeios.
Números do conflito
Desde o início dos ataques, mais de 120 alvos foram atingidos, incluindo 40 locais de lançamento de mísseis e 30 centros de comando. O número de mortos no Irã subiu para 67, segundo o Ministério da Saúde iraniano, enquanto os EUA relatam nenhuma baixa militar. A crise elevou o preço do petróleo para US$ 95 o barril, um aumento de 12% em uma semana.
Reações internacionais
A União Europeia pediu moderação de ambos os lados, enquanto o secretário-geral da ONU, António Guterres, instou a um cessar-fogo imediato. "Estamos à beira de um conflito regional de proporções catastróficas", alertou Guterres em comunicado. O presidente dos EUA, Joe Biden, justificou os ataques como "medidas defensivas necessárias" para proteger tropas americanas no Iraque e na Síria.



