Irã amplia retaliação após sexta noite seguida de ataques dos EUA
Irã amplia retaliação após sexta noite de ataques dos EUA

O Irã lançou uma nova rodada de ataques contra bases militares dos Estados Unidos no Iraque na noite desta sexta-feira, marcando a sexta noite consecutiva de retaliação iraniana. A ação ocorre em resposta aos bombardeios americanos que atingiram posições de milícias pró-Irã no Iraque e na Síria na semana passada.

Detalhes dos ataques

Segundo fontes militares iraquianas, pelo menos seis foguetes foram disparados contra a base aérea de Ain al-Asad, na província de Anbar, no oeste do Iraque. Não há relatos imediatos de vítimas ou danos significativos. A base abriga tropas americanas e da coalizão internacional contra o Estado Islâmico.

Em comunicado, o Corpo de Guardas da Revolução Islâmica do Irã assumiu a responsabilidade pelos ataques, afirmando que são uma resposta aos "crimes dos EUA" e que continuarão até que as forças americanas deixem a região. "A retaliação continuará até que os ocupantes entendam que não há segurança para eles no Oriente Médio", declarou um porta-voz do grupo.

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Escalada da tensão

A escalada começou na semana passada, quando os EUA realizaram ataques aéreos contra alvos de milícias apoiadas pelo Irã no Iraque e na Síria, em represália a um ataque com drone que matou três soldados americanos na Jordânia. Desde então, o Irã e seus aliados têm intensificado os disparos de foguetes e drones contra instalações dos EUA na região.

Analistas apontam que a situação representa o maior confronto direto entre Irã e EUA desde a crise de 2020, quando um ataque americano matou o general Qasem Soleimani. "Estamos vendo um ciclo de violência que pode sair do controle", afirmou John Smith, especialista em segurança do Oriente Médio do think tank Atlantic Council.

Reações internacionais

A comunidade internacional tem manifestado preocupação com a escalada. O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu moderação a ambas as partes. "A região não pode suportar mais uma guerra", disse em nota. O governo iraquiano, por sua vez, condenou tanto os ataques americanos quanto a retaliação iraniana, classificando-os como violações de sua soberania.

Os EUA ainda não comentaram oficialmente os últimos ataques, mas o Pentágono informou que está monitorando a situação e tomando medidas para proteger suas tropas. O presidente Joe Biden foi informado e está em contato com aliados na região.

Impacto na região

A crise tem gerado impactos econômicos, com o preço do petróleo subindo mais de 5% nos últimos dias, refletindo o temor de interrupções no fornecimento do Golfo Pérsico. Além disso, a instabilidade ameaça os esforços de reconstrução no Iraque e a luta contra o Estado Islâmico.

Especialistas alertam que, se a escalada continuar, pode levar a um conflito regional mais amplo, envolvendo grupos como o Hezbollah no Líbano e os houthis no Iêmen. "Cada ataque aumenta o risco de um erro de cálculo que pode ter consequências catastróficas", concluiu Smith.

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