Onda de calor recorde atinge Coreias; 14 mortos na Coreia do Sul
Onda de calor recorde: 14 mortos na Coreia do Sul

Uma onda de calor sem precedentes está castigando a Península Coreana, com temperaturas recordes sendo registradas tanto na Coreia do Sul quanto na Coreia do Norte. As autoridades sul-coreanas elevaram o alerta para o segundo nível mais alto e mobilizaram todos os recursos disponíveis para lidar com os impactos, enquanto a população busca refúgio em abrigos climatizados, praias e parques aquáticos.

Temperaturas recordes e expansão do calor

Nesta segunda-feira, meteorologistas informaram que o calor extremo, que antes se concentrava no sudeste da Coreia do Sul, está se espalhando para a região metropolitana de Seul e outras áreas do oeste. A agência meteorológica sul-coreana alertou que as temperaturas podem subir ainda mais nas regiões ocidentais ao longo da semana, e que a onda de calor e as noites tropicais devem persistir.

Na Coreia do Norte, a mídia estatal também reportou temperaturas próximas a 40 graus Celsius em algumas regiões, incluindo a capital Pyongyang, que enfrentou a quinta noite tropical consecutiva. A situação evidencia que o fenômeno não respeita fronteiras e afeta toda a península.

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Números alarmantes de vítimas e recorde histórico

De acordo com dados divulgados pela Agência Coreana de Controle e Prevenção de Doenças no domingo, desde meados de maio, 14 pessoas morreram e 1.889 sofreram doenças relacionadas ao calor. Esses números reforçam a gravidade da situação e a necessidade de medidas urgentes.

Um marco histórico foi atingido na cidade de Yangsan, no sudeste do país, onde os termômetros marcaram 42,5°C no domingo. Segundo a Administração Meteorológica da Coreia (KMA), essa é a temperatura mais alta já registrada em 122 anos de medições meteorológicas. A cidade já havia batido o recorde nacional nos dois dias anteriores, mostrando uma escalada contínua do calor.

Medidas governamentais e alertas de emergência

A primeira-ministra Han Seong-sook ordenou que os ministérios e governos locais mobilizem todos os recursos disponíveis para responder aos riscos da onda de calor e da seca. A decisão veio após o governo elevar o alerta de resposta à onda de calor para o segundo nível mais alto, o que libera recursos para esforços de assistência e permite inspeções mais frequentes nas áreas afetadas.

Autoridades do setor elétrico ativaram medidas de emergência e estão monitorando de perto a oferta e a demanda de energia. O consumo de eletricidade deve atingir um recorde no final de agosto, impulsionado pelo uso intensivo de ar-condicionado. A KMA emitiu na segunda-feira seu primeiro alerta de onda de calor severa para partes de Seul e da província vizinha de Gyeonggi, enquanto alertas de nível máximo permanecem em vigor nas regiões do sul, incluindo Busan, Ulsan, Gyeongsang do Sul e partes de Gwangju e da província de Jeolla do Sul.

Impacto na população e busca por alívio

Com as temperaturas escaldantes, os moradores das principais cidades têm buscado alívio em locais climatizados. Abrigos de resfriamento foram abertos em diversos pontos, e praias e parques aquáticos registraram grande movimentação. As autoridades locais intensificaram a distribuição de água e orientações sobre como evitar a exposição ao calor.

A situação exige atenção redobrada, especialmente para grupos vulneráveis, como idosos e crianças. Especialistas recomendam hidratação constante e evitar atividades ao ar livre durante os horários de pico de calor. A expectativa é que as condições extremas persistam, exigindo esforços coordenados do governo e da população para minimizar os danos.

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