Incêndios florestais se alastram pela Europa em julho de 2026
Incêndios florestais se alastram pela Europa

Os incêndios florestais na Europa atingiram um novo pico em julho de 2026, com mais de 50 mil hectares de vegetação destruídos em países do sul do continente. Grécia, Portugal e França são os mais afetados, segundo dados do Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais (EFFIS).

Focos de incêndio se multiplicam

Na Grécia, as chamas avançaram sobre a região da Ática e da ilha de Evia, forçando a evacuação de mais de 10 mil pessoas. O governo grego pediu ajuda à União Europeia, que ativou o Mecanismo de Proteção Civil. Em Portugal, o distrito de Coimbra registrou o maior incêndio do ano, consumindo 12 mil hectares. Já no sul da França, o fogo atingiu a região de Provença, ameaçando áreas residenciais.

De acordo com a Comissária Europeia para a Gestão de Crises, Lena Kovács, “a situação é crítica, com temperaturas acima de 40°C e ventos fortes que dificultam o combate”. Ela afirmou que a UE mobilizou aviões Canadair e equipes de combate de vários países.

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Impacto econômico e ambiental

Os incêndios já causaram prejuízos estimados em 1,5 bilhão de euros, afetando a agricultura, o turismo e a biodiversidade. O Parque Nacional da Peneda-Gerês, em Portugal, perdeu 30% de sua área. Especialistas apontam que as mudanças climáticas intensificam as secas e ondas de calor, criando condições propícias para o fogo.

Na França, o presidente Emmanuel Macron convocou uma reunião de emergência e prometeu reforço no orçamento para prevenção de incêndios. Na Grécia, o primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis classificou o verão de 2026 como “o mais difícil desde 2007”.

Resposta europeia e solidariedade

A União Europeia destacou que, desde o início de julho, já foram enviados mais de 500 bombeiros e 100 viaturas para as zonas críticas. O Centro de Coordenação de Resposta a Emergências (ERCC) está em alerta máximo. Cidadãos de países não afetados, como Alemanha e Suécia, também ofereceram ajuda voluntária.

As autoridades alertam que a situação pode piorar nos próximos dias, com previsão de novo pico de calor. A população deve seguir as orientações de proteção civil e evitar atividades que possam gerar fogo.

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