Espanha suspende ordem de evacuação em 13 localidades de Madri e Ávila
Espanha suspende evacuação em Madri e Ávila

A Espanha suspendeu, nesta terça-feira (28), a ordem de evacuação emitida devido aos incêndios florestais que atingem a região central do país, abrangendo 13 localidades das regiões de Madri e Ávila. A medida, anunciada pelo Ministério do Interior, permite que os moradores comecem a retornar às suas residências a partir das 17h no horário local (12h em Brasília). No entanto, o comunicado oficial não especifica quantos dos 75 mil desalojados pelas chamas serão beneficiados pela liberação.

Retorno gradual e filas nas estradas

Em um ponto de controle da Guarda Civil no acesso ao município madrilense de Chapinería e em direção a Navas del Rey, duas das localidades evacuadas há alguns dias, formou-se rapidamente uma fila de veículos após o anúncio do fim da restrição, conforme relatou um jornalista da AFP no local. A desescalada das evacuações ocorre em paralelo ao avanço dos bombeiros, que ainda lutam para conter as chamas em várias frentes.

Combate ao fogo e condições climáticas

O ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, declarou a jornalistas no centro de comando de Navalcarnero: "Estamos contendo o fogo neste momento. Nossa preocupação é seguir consolidando o incêndio e chegar à sua estabilização". Ele lembrou a situação climatológica "difícil", com o aumento das temperaturas antes da chegada de uma onda de calor prevista para quarta-feira. Apesar da liberação parcial, os incêndios ainda não foram totalmente controlados, e o combate continua intenso.

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Desescalada também em Castellón

Na região de Castellón, a desescalada paralela já havia ocorrido: o município de Vall D'Uixó suspendeu o confinamento dos moradores durante a manhã desta terça-feira. Contudo, os bombeiros seguem enfrentando as chamas, que já devastaram 77.000 hectares nos últimos seis dias em toda a Espanha.

Recorde histórico de área queimada

Com 207.000 hectares destruídos em todo o território espanhol desde janeiro, o ano de 2026 está perto de bater o recorde de superfície queimada entre janeiro e julho em 20 anos de medições por satélite, segundo o Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais (EFFIS). Os números alarmantes reforçam a gravidade da temporada de incêndios, que já supera a média histórica e exige esforços redobrados das autoridades.

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