Crédito imobiliário cresce 23 pontos percentuais no primeiro semestre
Crédito imobiliário: alta de 23 pontos no 1º semestre

O mercado de crédito imobiliário brasileiro registrou um crescimento de 23 pontos percentuais no primeiro semestre de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). O volume total de financiamentos alcançou R$ 120 bilhões, contra R$ 97 bilhões nos primeiros seis meses de 2025, representando um avanço real significativo.

Fatores que impulsionaram o crescimento

De acordo com a Abecip, a redução da taxa Selic, que caiu de 13,75% para 10% ao ano no período, foi o principal motor do crescimento. Além disso, a inflação controlada e a melhora no mercado de trabalho, com a taxa de desemprego recuando para 7,5%, contribuíram para aumentar a confiança dos consumidores na contratação de financiamentos de longo prazo.

O presidente da Abecip, José Carlos Martins, destacou: “O resultado positivo reflete a confiança renovada dos brasileiros no financiamento imobiliário, impulsionada por condições econômicas mais favoráveis e pela estabilidade dos juros.”

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Impacto no setor de construção civil

O aquecimento do crédito imobiliário também beneficiou a cadeia produtiva da construção civil. As vendas de imóveis novos cresceram 18% no primeiro semestre, enquanto os lançamentos aumentaram 12%, gerando empregos e movimentando a economia. O segmento de imóveis populares, financiado pelo programa Minha Casa Minha Vida, teve alta de 30% nas contratações.

Segundo a Abecip, a participação dos recursos da poupança no financiamento imobiliário subiu para 65%, enquanto o FGTS respondeu por 25% das operações. As taxas de juros médias caíram de 11% ao ano para 9,5%, tornando as parcelas mais acessíveis.

Perspectivas para o segundo semestre

A Abecip projeta que o ritmo de crescimento se mantenha no segundo semestre de 2026, com a expectativa de que a Selic continue em trajetória de queda. No entanto, a entidade alerta para riscos como a volatilidade cambial e o endividamento das famílias, que podem limitar a expansão.

O presidente da Abecip afirmou: “Estamos otimistas, mas é necessário cautela para não repetir os ciclos de expansão excessiva que levaram a crises no passado.”

O mercado de crédito imobiliário fechou o primeiro semestre com 450 mil contratos firmados, um recorde para o período. A Abecip revisou sua projeção para o ano de 2026, estimando um crescimento entre 15% e 20% no volume financiado.

Desafios e oportunidades

Apesar do cenário positivo, o setor enfrenta desafios como a burocracia na aprovação de projetos e a alta dos custos de materiais de construção. Por outro lado, a digitalização dos processos de financiamento tem reduzido prazos e ampliado o acesso ao crédito.

A Abecip também ressaltou a importância de políticas públicas para manter o dinamismo do setor, como a manutenção dos subsídios do Minha Casa Minha Vida e a desoneração da folha de pagamento da construção civil.

O crescimento do crédito imobiliário no primeiro semestre de 2026 consolida a recuperação do mercado após o período de juros elevados. A expectativa é que o setor continue a impulsionar a economia brasileira, gerando empregos e melhorando o acesso à moradia.

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