Camila Pitanga foi escalada para interpretar a lendária sambista Clara Nunes no cinema. A atriz, de 49 anos, também atua como produtora do longa-metragem, que ainda não tem data de estreia prevista. O projeto é da Matizar Filmes em parceria com a Paraguassu, produtora de Pitanga, e a H2O Produções.
Preparação e expectativa para o papel
Em comunicado oficial, Camila Pitanga expressou sua emoção: 'Considero uma missão divina, um dos maiores desafios da minha vida, encarnar a voz e a alma de Clara Nunes. Ela é presente através das suas músicas, mas poucos sabem sua história. O nosso desejo é transbordar de emoção com a voz e a luta dessa guerreira.' A atriz iniciará em breve a preparação para o papel.
Enredo foca na trajetória carioca
O filme terá como foco a trajetória de Clara Nunes no Rio de Janeiro durante a década de 1970, destacando sua luta por mais espaço para mulheres no samba e na música. A produção promete mergulhar na vida pessoal e artística da cantora.
Quem foi Clara Nunes
Mineira de Paraopeba, Clara Nunes ficou órfã de pai e mãe aos 6 anos e foi criada pelos irmãos. Começou a cantar na igreja, mas trabalhou como tecelã na adolescência para ajudar em casa. Levada a programas de rádio em Belo Horizonte, destacou-se pela força da voz. Mudou-se para o Rio em 1965, onde mergulhou no samba e nas religiões de matriz africana, gravando seus primeiros discos. O sucesso inicial veio com 'Você passa e eu acho graça', de Ataulfo de Paiva e Carlos Imperial. Em seguida, emplacou hits como 'Ê, baiana', 'Conto de areia' e 'O mar serenou', tornando-se uma diva do samba e uma das cantoras mais populares do Brasil.
Morte trágica e legado
Clara Nunes morreu em 1983, aos 40 anos, após uma reação anafilática à anestesia durante uma cirurgia de varizes. Segundo médicos, ela pediu anestesia geral por estar muito nervosa. Após 65 minutos da aplicação do anestésico, sofreu uma parada cardíaca. Os médicos reanimaram seus batimentos em cerca de 20 minutos, mas ela entrou em coma e faleceu 27 dias depois, sem recuperar a consciência. O velório lotou a quadra da escola de samba Portela, onde fãs e admiradores prestaram homenagens. Seu legado musical e sua luta por igualdade de gênero no samba permanecem vivos.



