A Europa enfrenta uma crise energética agravada pela nova onda de calor e pela seca prolongada, levando vários países a adotar medidas de racionamento. A Romênia declarou estado de emergência e fábricas tiveram que paralisar a produção, enquanto o Rio Danúbio atingiu o menor nível da história.
Danúbio em níveis críticos
Com quase 3 mil quilômetros de extensão, o Danúbio liga o coração da Europa ao Mar Negro, atravessando ou fazendo fronteira com dez países. A seca reduziu drasticamente o volume de água, comprometendo a geração de energia e o transporte de mercadorias.
Na Romênia, o Exército realizou explosões controladas para desviar água para a principal usina nuclear do país, que utiliza água do rio para resfriar os reatores. Com o rio mais baixo e mais quente, a operação ficou comprometida e um dos reatores teve que ser desligado.
Racionamento e emergência
Além da Romênia, a Sérvia começou a racionar energia devido à redução na geração das hidrelétricas. A seca também afeta o transporte de mercadorias pelo Danúbio, essencial para a economia regional.
Os grandes rios europeus, como o Tâmisa, o Sena e o Danúbio, que banha quatro capitais, são fundamentais para a geração de energia, transporte e abastecimento. A situação deve piorar nos próximos dias, especialmente na Hungria.
Hungria em alerta
“Estamos diante dos cinco dias mais críticos. A previsão é de calor extremo esta semana, com mais de 42°C”, alertou o primeiro-ministro húngaro, Peter Magyar. Na Hungria, a única usina nuclear do país opera com apenas 10% da capacidade e corre risco de fechamento total ainda esta semana.
A onda de calor também afeta outros países. Na Grécia, bombeiros combatem pelo quarto dia consecutivo um incêndio florestal próximo a Atenas, que já destruiu casas e uma área equivalente a 18 mil campos de futebol. As autoridades investigam a colisão entre dois helicópteros no domingo, que matou dois bombeiros que atuavam no combate às chamas.
Impacto econômico e social
A crise energética ameaça a recuperação econômica europeia, com fábricas paradas e aumento nos custos de energia. O racionamento pode se estender a outros países se as condições climáticas não melhorarem.
Especialistas alertam que eventos climáticos extremos como este devem se tornar mais frequentes devido às mudanças climáticas, exigindo investimentos em infraestrutura resiliente e fontes de energia alternativas.



