Alice Dias de Oliveira, uma adolescente goiana de 16 anos, está desaparecida na França desde quarta-feira (22), após sair do estágio que realizava durante as férias escolares. A informação foi confirmada pela irmã, Ana Flávia Dias de Oliveira, de 24 anos, que reside na França há quatro anos, assim como a adolescente.
Rotina e desaparecimento
Segundo Ana Flávia, Alice mora com os pais em Trappes, cidade próxima a Paris. A adolescente estuda em período integral e, ocasionalmente, trabalha como babá para uma família vizinha. “Ela trabalha do lado de casa, praticamente. A escola é perto: ela sai da escola, pega o ônibus, pega os meninos na escola. Da escola para casa, é uns 5 minutos caminhando”, detalhou a irmã.
Na noite do desaparecimento, Alice enviou uma mensagem ao pai por volta das 22h30, informando que esperava o trem. A família começou a se preocupar quando, à meia-noite, ela ainda não havia chegado em casa. O celular da adolescente foi rastreado até onde a bateria permitiu, mas ao chegarem ao local, não encontraram ninguém.
Investigação e obstáculos
Ana Flávia relatou que a polícia francesa não trabalha aos finais de semana, o que atrasa as investigações. “Não nos informaram se conseguiram as filmagens da estação de trem. Se ela chegou a pegar o trem ou com quem ela estava, não falaram nada”, afirmou. A família também descobriu que outra amiga de Alice está desaparecida desde terça-feira (21), e acredita que as duas possam estar juntas.
Até o momento, a família entrou em contato com amigos de escola de Alice, mas ninguém a viu desde o sumiço. A polícia francesa informou que só poderá fornecer mais detalhes na segunda-feira (27).
Próximos passos
Nesta segunda-feira, a família pretende procurar ajuda na embaixada brasileira na França. Ana Flávia, que mora em outra residência com o marido e o filho, está mobilizando as redes sociais para pedir informações sobre o paradeiro da irmã. As duas nasceram em Goiânia e vivem na França há quatro anos.
O caso chama a atenção para a segurança de jovens brasileiros no exterior e a dificuldade de obter respostas rápidas das autoridades locais. A família espera que, com o apoio diplomático, as investigações avancem e Alice seja encontrada em segurança.



