A União Europeia acusou formalmente a Meta, controladora do Instagram e Facebook, de induzir vício em crianças e adolescentes. A acusação ocorre enquanto países europeus avaliam proibir o uso de redes sociais por menores de idade.
Processo nos EUA é retirado
Um adolescente da Flórida, identificado pelas iniciais R.K.C., de 15 anos, retirou o processo contra a Meta no qual alegava que as plataformas contribuíram para sua depressão e ansiedade. A decisão foi tomada dias antes do início do julgamento em Los Angeles, conforme informaram seus advogados nesta quarta-feira (22).
O processo inicialmente envolvia quatro empresas: Google (YouTube), Meta (Instagram), Snap (Snapchat) e ByteDance (TikTok). YouTube e TikTok já haviam chegado a acordos em junho para encerrar a disputa. Segundo a Bloomberg, o Snapchat também teria alcançado um acordo preliminar no caso.
Dependência desde os 8 anos
De acordo com documentos judiciais, R.K.C. começou a usar redes sociais por volta dos 8 anos e afirmou ter desenvolvido dependência das plataformas, o que teria levado à perda de sono, além de sintomas de depressão e ansiedade. O caso chamou atenção para os efeitos do uso excessivo de redes sociais na saúde mental de jovens.
Ação da União Europeia
Paralelamente, a União Europeia formalizou acusações contra a Meta por violações das regras de proteção ao consumidor, alegando que a empresa induz crianças e adolescentes ao vício em suas plataformas. A Comissão Europeia afirma que a Meta utiliza práticas enganosas e padrões obscuros (dark patterns) para manter os jovens engajados por longos períodos.
Países como França, Alemanha e Itália já discutem projetos de lei para restringir ou proibir o acesso de menores a redes sociais, com base em estudos que apontam riscos à saúde mental. A proposta mais rigorosa, na França, prevê proibição total para menores de 15 anos sem autorização dos pais.
Impacto global
As ações regulatórias na Europa e os processos nos Estados Unidos refletem uma crescente preocupação global com o impacto das redes sociais na saúde mental de crianças e adolescentes. A Meta, em resposta, afirmou que já implementa ferramentas de controle parental e age para tornar as plataformas mais seguras para jovens.



