A concessionária Trivia Trens assume oficialmente a operação das Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade a partir da meia-noite desta terça-feira (21), encerrando a fase de operação assistida que contava com apoio da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Nos últimos 60 dias, a transição ocorreu sob supervisão da estatal paulista, mas agora a CPTM sai de campo definitivamente.
Detalhes da concessão
A Trivia Trens, parte do grupo Comporte Participações do empresário Nenê Constantino (da família fundadora da Gol), venceu o leilão em março de 2024, na gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). O contrato de 25 anos prevê investimentos de R$ 14,3 bilhões na melhoria das três linhas, que somam 101,7 km e 33 estações. A frota atual de 92 trens será ampliada com a incorporação de mais 15 unidades até o fim da concessão.
As linhas transferidas são: Linha 11-Coral (50,5 km, 17 estações, média de 608 mil passageiros/dia), Linha 12-Safira (39,0 km, 13 estações, 263 mil passageiros/dia) e Linha 13-Jade (12,2 km, 3 estações, 18 mil passageiros/dia).
Aumento de falhas na transição
O período de operação assistida foi marcado por alta de falhas na Linha 11-Coral. Segundo levantamento da TV Globo e g1, foram registradas 11 falhas entre junho e julho de 2026, um aumento de 275% no primeiro semestre de 2026 em comparação com o mesmo período de 2025, quando apenas a CPTM operava. Em contrapartida, as falhas na Linha 12-Safira caíram 18% e na Linha 13-Jade se mantiveram estáveis.
O g1 procurou a Trivia Trens para comentar as medidas para minimizar os problemas na Linha 11-Coral, mas não obteve retorno até a última atualização.
Compromissos e metas
Entre as obrigações contratuais da Trivia Trens nos 25 anos estão: abrir oito novas estações, expandir a malha em 25,8 km e investir R$ 14,3 bilhões. O quadro geral de falhas no sistema ferroviário paulista no primeiro semestre de 2026 mostra 205 ocorrências, alta de 27,33% em relação às 161 do mesmo período de 2025. Nas linhas operadas pela CPTM (incluindo as concedidas), o total de falhas subiu 88,89%, passando de 18 para 34. Já nas linhas privatizadas (como as operadas por Tic Trens e Viamobilidade), o aumento foi de 56,14% (de 57 para 89 falhas). O Metrô, por sua vez, registrou queda de 8,24% (de 85 para 78 falhas).



