Tyquan Johnson, de 19 anos, cujo nascimento foi reconhecido como um milagre pelo Papa Leão XIV, foi preso na manhã de quarta-feira (29 de julho) em um apartamento na Virgínia, nos Estados Unidos. Ele é acusado de atirar em duas pessoas em Newport, Rhode Island, no dia 19 de julho. Ambas as vítimas sofreram ferimentos que não representavam risco de morte, informou o Departamento de Polícia de Newport.
O milagre que marcou seu nascimento
Johnson nasceu prematuramente em 14 de janeiro de 2007, no antigo Memorial Hospital of Rhode Island, em Pawtucket. O recém-nascido sofreu privação de oxigênio por 65 minutos e outros sintomas graves que não apresentavam melhora, deixando os médicos com pouca esperança de sobrevivência, segundo a Diocese de Providence.
O médico responsável, Juan Sanchez-Esteban, rezou ao padre espanhol do século XIX Valera Parra pedindo intervenção para salvar a vida da criança. Justamente quando Sanchez-Esteban estava prestes a dar a notícia devastadora aos pais, uma enfermeira o deteve e informou que o bebê havia "se recuperado repentinamente" e que seu coração começara a bater sem intervenção médica, contou ele ao Boston Globe.
Quase um ano antes da prisão, o Papa Leão XIV declarou o nascimento de Johnson como o primeiro milagre de seu pontificado e o primeiro milagre reconhecido em Rhode Island, de acordo com o Boston Globe.
O crime e a fuga
O tiroteio ocorreu em Newport, Rhode Island, em 19 de julho. Johnson fugiu para a Virgínia, onde foi localizado e preso por agentes do US Marshals, a força-tarefa de busca de fugitivos. As autoridades policiais disseram que buscam um segundo indivíduo para interrogatório em relação ao tiroteio, mas não identificaram a pessoa.
Johnson foi acusado de agressão grave com arma de fogo e de efetuar disparos em área urbana densamente povoada. Ele permanece sob custódia, aguardando procedimentos legais.
Contexto e reações
O caso chama a atenção pela contradição entre a origem milagrosa de Johnson e o envolvimento em um crime violento. A Diocese de Providence não se pronunciou sobre a prisão. A comunidade local acompanha o desenrolar do processo.



