Home office cresce nos EUA e retorno ao escritório perde força
Home office cresce nos EUA; retorno ao escritório perde força

O trabalho remoto nos Estados Unidos continua em trajetória de crescimento, contrariando as expectativas de um retorno em massa aos escritórios. Segundo dados do Bureau of Labor Statistics (BLS), 34,9% dos trabalhadores americanos atuaram de casa em 2025, contra 33,4% no ano anterior. O aumento de 1,5 ponto percentual reflete uma tendência de consolidação do home office como modalidade permanente no mercado de trabalho.

Flexibilidade ganha espaço

A pesquisa sinaliza que a flexibilidade no local de trabalho está se ampliando. Apesar do crescimento no número de trabalhadores remotos, a média de horas trabalhadas remotamente apresentou ligeira queda, indicando que mais pessoas adotam o modelo híbrido ou trabalham de casa em regime parcial. Especialistas apontam que empresas que exigem retorno integral aos escritórios enfrentam dificuldades para reter talentos.

O home office é mais comum entre profissionais com pós-graduação, que representam a maior parcela dos trabalhadores remotos. Setores como tecnologia, finanças e serviços profissionais lideram a adoção do modelo, enquanto áreas como saúde e educação ainda registram baixa adesão.

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Impacto no mercado

O avanço do trabalho remoto desafia as estratégias de grandes corporações que tentam trazer os funcionários de volta aos escritórios. Empresas como Amazon, Google e JPMorgan têm enfrentado resistência de colaboradores que preferem a flexibilidade do home office. Segundo analistas, a tendência é que o equilíbrio entre trabalho presencial e remoto continue a evoluir, com a oferta de modelos híbridos se tornando padrão.

Os dados do BLS reforçam que o home office veio para ficar, mesmo com o fim da pandemia. A pesquisa completa está disponível no site do órgão.

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