A atriz Luana Piovani foi contratada por R$ 300 mil pelo Sindicato de Servidores do Banco Central no Distrito Federal para gravar um vídeo de crítica à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a autonomia financeira do Banco Central (BC). A informação foi divulgada nesta quarta-feira, 26 de junho de 2026.
Detalhes da contratação e o contexto da PEC
O patrocínio foi aprovado pela diretoria regional do sindicato em junho e tem como objetivo dar visibilidade à oposição dos servidores à PEC. A proposta, em tramitação no Congresso Nacional, busca desvincular o Banco Central de ministérios, concedendo-lhe independência orçamentária e financeira. Segundo o sindicato, a medida poderia fragilizar o controle social sobre a política monetária e comprometer a estabilidade do sistema financeiro.
“A contratação de uma figura pública como Luana Piovani visa ampliar o alcance da nossa mensagem e engajar a população no debate sobre os riscos da PEC”, afirmou o presidente do sindicato, em nota. O valor de R$ 300 mil foi destinado à produção e divulgação do vídeo, que será veiculado nas redes sociais da entidade.
Racha entre servidores e reações
A iniciativa expõe divisões internas entre os funcionários do BC. Enquanto a diretoria do sindicato defende a ação como necessária para a conscientização, ex-dirigentes da instituição manifestaram apoio à PEC, argumentando que a autonomia financeira traria mais eficiência e transparência à gestão. “A PEC fortalece o BC, permitindo que ele atue com independência técnica, sem ingerência política”, declarou um ex-diretor, sob condição de anonimato.
A polêmica ganhou repercussão nas redes sociais, com críticos apontando o alto custo da contratação em um momento de restrições orçamentárias. Já apoiadores da medida destacam a importância de usar a influência de celebridades para pautas de interesse público.
Impacto e próximos passos
O vídeo deve ser lançado nas próximas semanas, e o sindicato planeja uma campanha digital para pressionar parlamentares contra a aprovação da PEC. O debate sobre a autonomia do Banco Central segue acirrado no Congresso, com audiências públicas previstas para julho.



