O médico radiologista Dr. Gustavo Khattar de Godoy destaca o papel transformador da telerradiologia na ampliação do acesso ao diagnóstico por imagem, especialmente em regiões distantes dos grandes centros urbanos. A tecnologia permite que laudos sejam emitidos remotamente, conectando especialistas a pacientes em áreas carentes de profissionais.
Como a telerradiologia reduz desigualdades
Segundo o Dr. Gustavo, a falta de radiologistas em municípios do interior e em zonas rurais é um dos principais gargalos da saúde pública. “Com a telerradiologia, um exame realizado em uma cidade remota pode ser interpretado por um especialista em minutos, encurtando distâncias e agilizando o tratamento”, explica.
A prática já é adotada por hospitais e clínicas em todo o Brasil, permitindo que pacientes tenham acesso a diagnósticos precisos sem precisar se deslocar por longas distâncias. Estima-se que a telerradiologia já cubra mais de 60% dos municípios brasileiros com algum nível de atendimento remoto.
Benefícios para o sistema de saúde
Além de ampliar o acesso, a telerradiologia contribui para a redução de custos e a otimização de recursos. “Hospitais de pequeno porte podem oferecer exames complexos, como tomografia e ressonância magnética, com laudos de especialistas sem precisar mantê-los presencialmente”, afirma o Dr. Gustavo.
A tecnologia também é crucial em emergências, onde a rapidez no diagnóstico pode salvar vidas. Em casos de Acidente Vascular Cerebral (AVC), por exemplo, a interpretação imediata de uma tomografia por um neurorradiologista remoto pode definir o tratamento adequado.
Desafios e futuro da telerradiologia
Apesar dos avanços, o Dr. Gustavo ressalta que ainda há desafios, como a necessidade de infraestrutura de internet de qualidade e a integração com sistemas de prontuário eletrônico. “É fundamental investir em conectividade e em plataformas seguras para garantir a confidencialidade dos dados dos pacientes”, pontua.
O futuro da telerradiologia no Brasil é promissor, com potencial para se tornar padrão no atendimento público e privado. “A tendência é que cada vez mais exames sejam laudados remotamente, democratizando o acesso ao diagnóstico de excelência”, conclui o especialista.



